O início de 2026 chega com um desafio claro para investidores e gestores de patrimônio que precisam construir carteiras capazes de equilibrar segurança e potencial de valorização em um ambiente econômico de transição. O Brasil encerra 2025 com taxa Selic em torno de 15%, inflação estabilizada e crescimento moderado do PIB, combinação que mantém a renda fixa extremamente atrativa, mas começa a reabrir espaço para tomadas de risco calculadas. Segundo dados, o patrimônio em renda fixa já ultrapassa R$ 2,8 trilhões , após um avanço de 20% em 1 ano, enquanto o mercado de ações apresenta sinais de recuperação diante da expectativa de corte gradual dos juros. Esse cenário reforça a necessidade de revisão de portfólios e de decisões de alocação mais criteriosas para capturar retornos consistentes sem renunciar à proteção do capital. Para Gustavo Assis, CEO da Asset Bank, a inteligência de alocação é inseparável da governança patrimonial e do planejamento de longo prazo que um Family Office é capaz de oferecer.
“O papel do Family Office é conectar decisões financeiras ao planejamento de vida e ao desenho de patrimônio das famílias. Investir bem não significa apenas escolher bons produtos, mas entender o ciclo econômico, a necessidade de liquidez e os objetivos de cada núcleo familiar. Em 2026, o investidor bem assessorado será aquele que enxerga o portfólio como um organismo vivo, que precisa ser ajustado à medida que o cenário muda”, afirma o executivo. Assis reforça que o contexto atual exige clareza para evitar tanto o excesso de conservadorismo quanto a exposição desnecessária ao risco, já que ambos podem comprometer o desempenho ao longo do tempo. Na prática, a composição ideal da carteira envolve uma diversificação dinâmica entre renda fixa, renda variável e ativos complementares. Títulos pós-fixados e indexados à inflação seguem entre as escolhas mais eficientes, especialmente pela capacidade de capturar o comportamento da curva de juros ainda elevada. Já na renda variável, o ponto de partida está em empresas com geração de caixa sólida e modelos de negócio resilientes, que tendem a se beneficiar em um ambiente de flexibilização monetária.
Setores ligados a infraestrutura, energia, tecnologia e consumo aparecem como destaques, ao lado de ativos internacionais que ajudam a proteger contra volatilidade doméstica e oferecem novas frentes de crescimento. Fundos multimercados e estruturas de crédito privado também voltam ao radar, sobretudo para investidores que buscam retorno real acima da inflação com mecanismos de proteção. Na avaliação de Gustavo Assis, 2026 será um ano em que disciplina e governança farão mais diferença do que tentativas de prever movimentos pontuais do mercado. “As famílias que tratam seu patrimônio como uma organização, com regras, processos e revisão periódica, tendem a atravessar ciclos com muito mais consistência. Um Family Office bem estruturado oferece método, proteção e visão ampla, impedindo decisões impulsivas capazes de comprometer anos de construção patrimonial. O que define um bom portfólio não é acertar o momento perfeito, mas ter uma estratégia robusta que funcione em diferentes cenários”, conclui o CEO da Asset Bank. Ao combinar análise técnica, diversificação e planejamento integrado, o investidor entra em 2026 preparado para transformar previsibilidade em valorização e risco em oportunidade.

