A Telefônica Brasil, dona da Vivo, encerrou 2025 com crescimento de resultados operacionais e financeiros, impulsionada pela expansão do pós-pago, da fibra e dos serviços digitais. O lucro líquido atingiu R$ 6,2 bilhões, alta de 11,2% em relação ao ano anterior. No quarto trimestre, a companhia registrou R$ 1,9 bilhão, avanço de 6,5%.
A receita total anual chegou a R$ 59,6 bilhões, aumento de 6,7%, enquanto no quarto trimestre somou R$ 15,6 bilhões, com alta de 7,1%. O EBITDA atingiu R$ 24,8 bilhões no ano, crescimento de 8,5%, com margem de 41,7%. No trimestre, o indicador foi de R$ 6,7 bilhões, margem de 42,9%.
Segundo a companhia, a maior parte dos investimentos — que totalizaram R$ 9,3 bilhões — foi direcionada à expansão da rede, principalmente ao 5G, já presente em 716 municípios e cobrindo 67,7% da população. A rede de fibra alcançou 31 milhões de domicílios em 453 cidades. “Alcançamos um dos melhores resultados financeiros de nossa história, sustentados por crescimento consistente e inovação contínua, sempre com foco na evolução da experiência dos clientes — cuja base foi significativamente ampliada. Avançamos de forma relevante no 5G, ampliamos a cobertura de fibra para milhões de lares e empresas e fortalecemos o portfólio digital da Vivo”, avaliou o presidente da Vivo, Christian Gebara.
Crescimento do pós-pago e da fibra
A empresa terminou o ano com 116,7 milhões de acessos, sendo 103 milhões na rede móvel. O segmento pós-pago atingiu 70,8 milhões de clientes, crescimento de 6,5%, mantendo participação de mercado de 40,3%.
No quarto trimestre, a receita móvel foi de R$ 9,8 bilhões (+7,0%), puxada pelo pós-pago, que gerou R$ 8,4 bilhões (+9,0%). Já a venda de aparelhos e eletrônicos totalizou R$ 1,3 bilhão, alta de 13,7%, com predominância de smartphones compatíveis com 5G.
No segmento fixo, a receita foi de R$ 4,4 bilhões no trimestre (+5,4%). A fibra respondeu por R$ 2,0 bilhões, crescimento de 9,8%, e alcançou 7,8 milhões de clientes, alta de 12% em um ano.
O pacote convergente Vivo Total, que combina móvel e fibra, chegou a 3,4 milhões de assinantes e passou a representar 43,2% dos acessos de fibra. O churn mensal da fibra ficou em 1,4%.
Serviços digitais ganham peso
Os chamados novos negócios digitais — voltados a consumidores e empresas — cresceram 27% em 2025 e geraram R$ 7,2 bilhões, equivalente a 12,1% da receita total.
No mercado corporativo, soluções de cloud, cibersegurança, big data, IoT e TI faturaram R$ 5,3 bilhões (+29,5%). A área de cloud foi o principal destaque, com alta de 37,8% e receita superior a R$ 2,6 bilhões. A companhia também adquiriu a unidade de cibersegurança da Telefónica Tech no Brasil por até R$ 232 milhões.
No B2C, as receitas digitais somaram R$ 2 bilhões (+20,7%). Entre os destaques:
- Vale Saúde Sempre: R$ 101 milhões (+69,9%), 471 mil assinantes
- Parcerias com plataformas de streaming: R$ 856 milhões (+18,1%), 4,1 milhões de clientes
- Vivo Pay: R$ 488 milhões (+5,9%), incluindo crédito pessoal e serviços financeiros
Caixa e remuneração ao acionista
O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 15,6 bilhões (+13,4%), e a geração de caixa foi de R$ 9,2 bilhões (+11,4%). A remuneração total aos acionistas somou R$ 6,4 bilhões, crescimento de 9,1%, com payout de 103,4% do lucro líquido. “O resultado de 2025 evidencia nossa capacidade de gerar caixa e manter uma rigorosa disciplina na alocação de capital. A eficiência operacional da companhia permitiu elevar margens, reduzir a intensidade de investimentos e entregar um payout superior a 100%, reforçando o compromisso em aumentar consistentemente o retorno aos acionistas”, explica David Melcon, Chief Financial Officer (CFO) da Vivo.
A empresa informou ainda que pretende manter a distribuição de 100% ou mais do lucro líquido até o final de 2026.













