Noticiário corporativo reúne retomada parcial da Mina de Fábrica, fusão no setor de educação superior e nova etapa na disputa envolvendo a Oncoclínicas
A Vale informou que iniciará a retomada parcial das operações na Mina de Fábrica, localizada em Ouro Preto, em Minas Gerais, após autorização concedida pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.
A mineradora afirmou que a medida está amparada em um Termo de Compromisso firmado entre a companhia, o Ministério Público Estadual e o Estado de Minas Gerais. A retomada, no entanto, seguirá condicionada ao cumprimento de exigências de segurança, controle ambiental, licenças, autorizações e demais condicionantes aplicáveis.
A Vale também informou que a decisão não altera as projeções de produção vigentes. O comunicado não detalhou o volume de produção que será retomado nem o cronograma completo da operação.
Para investidores, o ponto central é acompanhar se a retomada da Mina de Fábrica ocorrerá dentro das condições estabelecidas pelas autoridades e se haverá novos desdobramentos regulatórios ou operacionais associados ao ativo.
A notícia ocorre em um momento em que a Vale também tem feito movimentos relacionados ao portfólio de minério de ferro. Na terça-feira, a companhia informou acordo para adquirir uma participação minoritária de 30% na Ligga, por meio de aporte de aproximadamente US$ 190 milhões. A Ligga opera a mina Ferro Sul, na região de Carajás, no Pará, com capacidade atual de cerca de 2 milhões de toneladas de minério de ferro por ano e plano de expansão para 8 milhões de toneladas anuais.
Afya e Yduqs anunciam fusão
Afya e Yduqs anunciaram um acordo de fusão que vai combinar a maior empresa de ensino médico com um dos maiores grupos de ensino superior do país. Pelos termos divulgados, os acionistas da Afya ficarão com 69% da nova companhia, enquanto os atuais acionistas da Yduqs terão os 31% restantes.
A empresa combinada reunirá cerca de 1,6 milhão de estudantes, incluindo 38 mil alunos de medicina, distribuídos em 176 campi em todo o Brasil. A operação prevê sinergias de até R$ 2 bilhões e ainda depende de aprovações, incluindo aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade. Até a conclusão da transação, as companhias seguem operando de forma independente.
Após o fechamento da operação, o atual CEO da Afya, Virgilio Gibbon, assumirá o cargo de CEO da companhia combinada. Rossano Marques, atual CEO da Yduqs, ficará com a posição de presidente de Ensino Superior ex-Medicina. Kay Krafft, CEO da Bertelsmann Education, será o presidente do conselho de administração.
A controladora da Afya, a alemã Bertelsmann, permanecerá como acionista majoritária da empresa combinada, com 47%. A Família Esteves, fundadora da Afya, terá 8%, enquanto Advent e Família Zaher, acionistas de referência da Yduqs, ficarão com 5% cada.
Considerando os 12 meses encerrados em junho de 2026, a companhia combinada teria receita líquida de aproximadamente R$ 9,4 bilhões, Ebitda ajustado de cerca de R$ 3,6 bilhões e lucro líquido ajustado de R$ 1,3 bilhão. O segmento premium, formado por Medicina e Ibmec, responderia por 55% da receita operacional líquida e por cerca de dois terços do Ebitda da empresa combinada.
Com a aprovação da fusão, a Afya será incorporada pela Yduqs, e os acionistas da Afya receberão ações da Yduqs, que permanecerá como veículo listado na B3.
Oncoclínicas decide convocar AGE solicitada por fundos Latache
A Oncoclínicas informou que seu conselho de administração decidiu, por maioria, convocar assembleia geral extraordinária após avaliar o pedido feito por fundos Latache. A assembleia deverá ser convocada nos próximos dias.
O pedido foi encaminhado por Latache IV Fundo de Investimento Financeiro Multimercado Crédito Privado, Nova Almeida Fundo de Investimento Financeiro Multimercado e Latache MHF I Fundo de Investimento Financeiro em Ações.
A convocação ocorre em meio a uma disputa envolvendo a companhia e investidores, em um momento de atenção do mercado à governança da Oncoclínicas e aos desdobramentos sobre a estrutura acionária da empresa.
Para investidores, a assembleia será acompanhada por seu potencial impacto sobre a governança da companhia e sobre as discussões envolvendo os acionistas relevantes.
