Noticiário corporativo reúne avaliação de crédito do Magalu pela S&P, leilão de frações do Grupo Toky, ajuste em emissão de notas comerciais da Positivo e debêntures incentivadas da Axia Energia
A S&P National Ratings reafirmou os ratings de crédito de emissor e de emissão do Magazine Luiza em brAA-, na Escala Nacional Brasil.
A agência projeta uma recuperação gradual das vendas do Magalu nos próximos meses, sustentada pela parceria com o Mercado Livre nas vendas online e pela menor concorrência após o fechamento de lojas das Casas Bahia.
A perspectiva estável considera expectativa de melhora nas vendas, avanço na geração de caixa e redução gradual da alavancagem a partir de 2027. Ainda assim, a S&P destacou que o ambiente segue desafiador para o varejo discricionário brasileiro.
Segundo a agência, as projeções de 2026 foram revisadas para baixo, com receita líquida em torno de R$ 39 bilhões e maior necessidade de capital de giro. A expectativa é que a relação entre dívida líquida e Ebitda fique em torno de 4 vezes ao fim de 2026, recuando para uma faixa entre 3 e 3,5 vezes em 2027.
Grupo Toky vende frações de ações após grupamento
O Grupo Toky informou que realizou um leilão na B3 para a venda das ações remanescentes das frações resultantes do grupamento de ações na proporção de 20 para 1.
Foram alienadas 1.366 ações, por um valor líquido total de R$ 14.025,73. O valor equivale a R$ 10,26 por ação.
Os recursos serão disponibilizados em 30 de setembro de 2026 aos acionistas titulares das respectivas frações, de forma proporcional à participação em cada ação alienada.
Para acionistas com cadastro desatualizado, os valores permanecerão à disposição no escriturador.
A operação decorre do grupamento aprovado pela companhia, que reuniu 20 ações em uma. Esse tipo de movimento não altera, por si só, o valor econômico total da participação do acionista, mas ajusta a quantidade de papéis em circulação e o preço unitário das ações.
Positivo ajusta emissão de R$ 120 milhões em notas comerciais
A Positivo Tecnologia informou que a emissão de R$ 120 milhões em notas comerciais, originalmente anunciada como sua 3ª emissão, passou a ser considerada a 4ª emissão da companhia.
A operação envolve 120 mil notas comerciais escriturais, em série única, sem garantia, destinadas exclusivamente a investidores profissionais.
A companhia também comunicou alterações no cronograma da oferta e informou que os documentos da operação serão atualizados e divulgados conforme a regulamentação aplicável.
As notas comerciais são instrumentos de dívida usados por empresas para captação de recursos no mercado. Para investidores, o ajuste comunicado pela Positivo chama atenção por envolver uma operação de financiamento corporativo e atualização formal dos documentos da oferta.
Axia Energia capta R$ 1,4 bilhão com debêntures incentivadas
A Axia Energia Sul, subsidiária da Axia Energia, aprovou a 6ª emissão de debêntures incentivadas, em série única, no valor de R$ 1,4 bilhão.
A emissão envolve debêntures simples, não conversíveis em ações, com garantia real e garantia adicional fidejussória prestada pela Axia Energia. A oferta é destinada a investidores profissionais e segue o rito de registro automático de distribuição, sem análise prévia da CVM.
Os papéis terão prazo de 20 anos. A operação se soma a outra frente de financiamento da Axia Energia Sul, que também aprovou contratação de crédito junto ao BNDES no valor de R$ 500 milhões, com recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima.
As debêntures incentivadas contam com benefício fiscal previsto na Lei 12.431, instrumento usado para financiar projetos de infraestrutura. Para o mercado, a captação reforça a estratégia de financiamento de longo prazo da Axia Energia em um setor intensivo em capital.
