O noticiário corporativo começou o ano em ritmo intenso, com divulgações relevantes em setores como saneamento, infraestrutura, varejo, energia e óleo & gás. Os dados e anúncios reforçam sinais de crescimento orgânico, ajustes de governança e maior disciplina na alocação de capital, em um ambiente ainda marcado por seletividade dos investidores.
A Copasa (CSMG3) divulgou o release operacional do quarto trimestre de 2025 com crescimento de 3,5% no volume medido de água e esgoto na comparação anual. O volume de água alcançou 179,7 milhões de metros cúbicos, alta de 3,3% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto o volume de esgoto chegou a 125,3 milhões de metros cúbicos, avanço de 3,9%.
Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pelo maior período médio de consumo, que passou de 92,3 para 95,4 dias, além do aumento no número de economias de água e esgoto.
Paranapanema segue no radar por governança e liquidez
A Paranapanema (PMAM3) informou que a B3 solicitou a apresentação de procedimentos e um cronograma para reenquadrar o preço de suas ações acima de R$ 1, com prazo até 2 de julho de 2026. Os papéis encerraram o último pregão cotados a R$ 0,67.
A empresa afirmou que avalia alternativas para cumprir a exigência dentro do prazo. Na leitura de mercado, o tema mantém a companhia sob atenção especial, principalmente do ponto de vista de governança corporativa e liquidez do papel, fatores que costumam pesar na decisão de investidores institucionais.
Localiza vende ativo e reforça foco no core business
A Localiza (RENT3) concluiu a venda da Voll Soluções em Mobilidade Corporativa para fundos geridos pela Warburg Pincus. Segundo a companhia, a operação está alinhada à estratégia de concentrar esforços no core business e gerar ganhos de eficiência operacional.
Mesmo após a transação, a Localiza seguirá como cliente e parceira estratégica da Voll, num movimento que reflete disciplina na alocação de capital, com simplificação da estrutura e foco em negócios de maior retorno ajustado ao risco.
GPA anuncia mudanças na diretoria financeira e de RI
O GPA (PCAR3) comunicou a renúncia de Rafael Russowsky aos cargos de vice-presidente financeiro e diretor de Relações com Investidores. Com isso, Alexandre de Jesus Santoro assume interinamente a vice-presidência financeira, acumulando a função de CEO, enquanto Rodrigo Manso foi eleito diretor de RI.
As mudanças ocorrem em meio ao processo de reorganização do grupo e à busca por maior eficiência financeira. A leitura do mercado é de que ajustes na liderança podem acelerar decisões estratégicas em um momento sensível para a companhia.
Motiva e Ecorodovias avançam em pedágio digital
A Motiva (MOTV3) e a Ecorodovias (ECOR3) passaram a deter, cada uma, 50% da Inovap 5 Administração e Participações, empresa responsável pela plataforma de Pedágio Digital, baseada em tecnologia free flow. A operação recebeu aval do Cade.
O movimento é visto como um passo relevante na digitalização da infraestrutura rodoviária, com potencial de ganhos operacionais e melhor experiência para o usuário, além de abertura de novas frentes de monetização no longo prazo.
PetroReconcavo mantém produção estável em 2025
A PetroReconcavo (RECV3) informou que a produção média de dezembro ficou em 25 mil barris de óleo equivalente por dia, queda de 0,7% em relação a novembro, refletindo uma parada programada no Ativo Potiguar. No acumulado de 2025, a produção média foi de 26,5 mil boe/dia, alta de 0,7% na comparação anual.
Enquanto o Ativo Potiguar registrou recuo mensal, o Ativo Bahia apresentou crescimento.
Copel ajusta valores de JCP e dividendos
A Copel (CPLE3) retificou os valores por ação dos juros sobre capital próprio e dividendos já anunciados, em razão de alteração no saldo de ações em tesouraria. O JCP ficou em R$ 0,37036160091 por ação, com pagamento previsto para 19 de janeiro de 2026, enquanto o dividendo foi ajustado para R$ 0,45453469202 por ação, com pagamento até 30 de junho de 2026.
Petrobras amplia produção de diesel S-10 na Revap
A Petrobras iniciou a operação da Unidade de Hidrotratamento (HDT) modernizada da Refinaria Henrique Lage (Revap), o que permitirá ampliar em cerca de 80% a produção de diesel S-10. O projeto reforça ganhos de eficiência e sustentabilidade, além de atender à crescente demanda por combustíveis de menor teor de enxofre.
A Revap responde por aproximadamente 14% da produção de derivados da Petrobras e tem papel estratégico no abastecimento da região Sudeste, o que reforça sua relevância dentro do parque de refino da companhia.












