O avanço da gestão ativa tem redefinido o desempenho dos fundos imobiliários em um ambiente de juros elevados e maior seletividade dos investidores. Nesse cenário, o RBVA11 atingiu R$ 300 milhões em vendas, consolidando a reciclagem de ativos como estratégia central para geração de caixa e sustentação dos dividendos.
A operação mais recente ilustra esse movimento. O fundo vendeu um imóvel localizado na Via Anchieta, em São Paulo, por R$ 7,3 milhões, com pagamento integral à vista. A transação gerou lucro de aproximadamente R$ 3,86 milhões, equivalente a cerca de R$ 0,025 por cota, e foi realizada por um valor cerca de 130% acima do custo de aquisição. A Taxa Interna de Retorno foi de 18,3% ao ano, indicando a capacidade da gestão de capturar valor mesmo em ciclos prolongados.
“A reciclagem do portfólio tem sido uma das principais ferramentas para melhorar a diversificação e aumentar a distribuição de rendimentos do fundo. Ao realizar ganhos relevantes e antecipar movimentos de mercado, conseguimos fortalecer a base de geração de dividendos e aumentar a eficiência da alocação de capital”, afirma Alexandre Rodrigues, sócio e gestor de Fundos Imobiliários da Rio Bravo Investimentos.
A venda também ampliou a liquidez do fundo, criando espaço para novas alocações em ativos mais alinhados ao cenário atual. O movimento integra uma estratégia de longo prazo. Desde 2019, o RBVA11 já realizou a venda de 31 imóveis, acumulando cerca de R$ 99,9 milhões em lucro, em um ciclo consistente de reposicionamento de portfólio.
Além da geração de caixa, a estratégia tem reduzido a concentração de receitas. Com a operação recente, a exposição ao setor bancário passou para pouco mais de 22%, reforçando o equilíbrio entre risco e retorno e elevando a qualidade média dos ativos e contratos.
O reposicionamento acompanha uma mudança no perfil do investidor, que passou a priorizar fundos com maior capacidade de execução e leitura de ciclo.
“Mais do que negociar ativos, nosso objetivo é construir um portfólio capaz de gerar dividendos consistentes ao longo do tempo, com maior eficiência de capital e menor exposição a riscos estruturais”, conclui Alexandre Rodrigues.













