O primeiro pregão de 2026 tem uma agenda corporativa intensa na B3. Mesmo em um dia tradicionalmente marcado por ajustes de carteira, leitura de cenário e baixo volume, empresas de capital aberto divulgaram fatos relevantes que ajudam a calibrar expectativas para o ano, envolvendo desinvestimentos, aumento de produção, decisões de governança e mudanças na estrutura de capital.
Entre os destaques estão a conclusão de um desinvestimento estratégico pela Natura, a entrada em operação de uma nova plataforma da Petrobras no pré-sal, avanços regulatórios envolvendo o sistema financeiro e movimentos societários da Prio ligados a planos de incentivo de longo prazo.
Natura conclui venda da Avon International
A Natura informou nesta quinta-feira a conclusão da venda da Avon International para a gestora norte-americana Regent. Pelo acordo, anunciado em outubro, a companhia brasileira receberá um valor nominal simbólico de 1 libra.
Além disso, a operação prevê bônus de desempenho e pagamentos contingentes, condicionados ao cumprimento de critérios específicos estabelecidos em contrato. A transação faz parte da estratégia da Natura de simplificação de sua estrutura corporativa e maior foco em mercados considerados prioritários.
A venda não inclui o mercado russo nem a marca, os direitos econômicos, a propriedade intelectual e as operações da Avon na América Latina, que permanecem sob controle da companhia.
Petrobras amplia produção em Búzios com início do FPSO P-78
A Petrobras informou que o FPSO P-78 iniciou a produção em 31 de dezembro no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. A unidade tem capacidade para produzir até 180 mil barris de petróleo por dia, além de comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás diariamente.
O FPSO integra o Projeto Búzios 6 e corresponde ao sétimo sistema em operação no campo, considerado o maior do país em volume de reservas. Com a entrada da nova plataforma, a capacidade instalada de produção em Búzios sobe para cerca de 1,15 milhão de barris por dia, reforçando o peso do ativo no portfólio da estatal.
TCU inicia análise da liquidação do Banco Master
O Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou a análise do processo de liquidação do Banco Master, conduzido pelo Banco Central. A informação foi confirmada pelo presidente do tribunal, Vital do Rêgo, ao Valor Pro.
Segundo ele, os documentos encaminhados pelo Banco Central estão sendo avaliados pela equipe plantonista da área técnica. Vital do Rêgo destacou ainda que a atuação do TCU é de segunda ordem no caso, uma vez que a competência principal de fiscalização cabe ao Banco Central.
Prio aprova aumento de capital vinculado a planos de incentivo
A Prio aprovou um aumento de capital no valor de R$ 95,1 milhões para ratificar a conversão de 3.137.840 opções de compra de ações, no âmbito de seus planos de incentivo de longo prazo.
Do total emitido, 1.338.177 ações tiveram preço de emissão de R$ 18,73. Outras 758.586 ações foram emitidas ao valor de R$ 31,80. Para 763.935 ações, o preço foi de R$ 45,55, enquanto 277.142 papéis foram emitidos a R$ 40,18.
O conjunto de anúncios reforça um início de 2026 com decisões corporativas relevantes já no primeiro pregão, oferecendo ao investidor sinais importantes sobre estratégias, execução operacional e governança das companhias listadas.
Veja mais notícias aqui.
Acesse o canal de vídeos da BM&C News.












