A Petrobras interrompeu temporariamente as atividades de perfuração no bloco 59 da bacia da Foz do Amazonas após a identificação de um vazamento de fluido de perfuração no último domingo (4). O incidente não envolveu escape de petróleo, mas sim de um fluido secundário utilizado para auxiliar a operação da sonda.
Segundo informações da companhia, durante uma operação de rotina a equipe técnica identificou queda no nível do fluido nos tanques da plataforma, indicando perda de material. Após inspeções iniciais sem anormalidades na superfície, a companhia acionou um ROV (veículo operado remotamente), que localizou o vazamento a cerca de 2.700 metros de profundidade, com descarga direta no mar.
A Petrobras estima que o volume vazado tenha sido de aproximadamente 14,945 metros cúbicos de fluido de perfuração. A descarga foi classificada como instantânea e já está totalmente paralisada. Por medida de segurança, as atividades no poço foram suspensas por um período estimado entre 10 e 15 dias.
Em nota, a estatal confirmou o incidente e informou que a perda do fluido foi imediatamente contida e isolada. “As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo”, afirmou a companhia. A Petrobras ressaltou ainda que não há problemas com a sonda nem com o poço, que permanecem em condições seguras, e que a ocorrência não representa riscos à segurança da operação de perfuração.
O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) foi comunicado sobre o vazamento. O órgão havia autorizado, em outubro do ano passado, a perfuração de um poço na Foz do Amazonas — área que integra a chamada margem equatorial — após anos de discussões e impasses relacionados ao licenciamento ambiental.
A perfuração na região é considerada estratégica pela Petrobras, mas segue acompanhada de atenção redobrada de órgãos reguladores e ambientais, dado o histórico de debates sobre os riscos e impactos da atividade na bacia da Foz do Amazonas.












