A Motiva concluiu a venda de sua unidade de aeroportos para a operadora mexicana Asur por R$ 12,2 bilhões, em uma transação que marca uma das maiores negociações recentes do setor de infraestrutura aeroportuária na América Latina. Paralelamente, a companhia anunciou a distribuição de R$ 1,2 bilhão líquidos em juros sobre capital próprio (JCP), reforçando o retorno de capital aos acionistas após a operação.
O negócio envolve um portfólio de 20 aeroportos, sendo 17 terminais no Brasil e outros três no exterior. Entre os ativos brasileiros estão aeroportos estratégicos como Confins (MG), operado em sociedade com a Zurich Airport, que também venderá sua participação na concessão, além de Pampulha, Curitiba e Foz do Iguaçu. Fora do país, a operação contempla os aeroportos de Curaçao, Quito, no Equador, e Juan Santamaría, principal terminal aéreo da Costa Rica.
A alienação faz parte da estratégia da Motiva de reciclagem de ativos e reorganização de seu portfólio, liberando recursos para fortalecer a estrutura financeira e direcionar investimentos para outras frentes de atuação.
Com a conclusão da transação, a operação aeroportuária no Brasil passará a ser comandada por José Formoso, executivo com ampla experiência em infraestrutura e telecomunicações. Formoso já presidiu a Embratel e a Claro Empresas e atualmente integra o conselho de administração da Copasa.
Além da venda dos ativos, o conselho de administração da companhia aprovou o pagamento de R$ 1,2 bilhão líquidos em juros sobre capital próprio. O montante corresponde a R$ 0,59673516064 por ação e será pago em 17 de setembro de 2026.
Terão direito ao provento os investidores posicionados na base acionária da companhia até o encerramento do pregão anterior à data de corte. As ações da Motiva passarão a ser negociadas ex-JCP a partir de 8 de setembro.
A combinação da venda bilionária da divisão de aeroportos com a distribuição de recursos aos acionistas reforça um movimento relevante na estrutura de capital da companhia, ao mesmo tempo em que inaugura um novo ciclo para os ativos aeroportuários sob o comando da Asur.
