Noticiário corporativo reúne plano de investimentos do iFood, reorganização acionária da Axia Energia e acordo da JBS para criar uma nova companhia de couros
O iFood projeta investir R$ 24 bilhões no ano fiscal que vai de abril de 2026 a março de 2027. O valor representa crescimento de 41% em relação ao ciclo anterior de aportes anuais da companhia.
Os recursos serão direcionados a quatro frentes principais: fortalecimento dos restaurantes, avanço em novas categorias, desenvolvimento de tecnologia própria e soluções para além do delivery.
Entre as novas categorias, a companhia mira áreas como farmácias, supermercados, lojas e pet shops. A estratégia busca ampliar a presença do iFood em diferentes momentos de consumo e aumentar a integração entre a experiência digital e operações físicas.
Mais de R$ 2 bilhões serão destinados a tecnologia e inovação. O plano inclui a evolução de agentes de inteligência artificial e o desenvolvimento de um modelo de IA generativa voltado ao comércio e ao delivery.
A companhia também pretende ampliar o acesso ao iFood Pago, iniciativa voltada a crédito para pequenos e médios negócios do setor de alimentação.
O novo ciclo ocorre em um momento de aumento da concorrência no setor de delivery e de avanço das plataformas para além da entrega de refeições.
Axia Energia converte ações PNC e fará resgate de papéis
A Axia Energia realizará a conversão de 69,8 milhões de ações preferenciais classe C em ações ordinárias. A conversão será feita na proporção de uma ação PNC para uma ação ON.
Além disso, a companhia detalhou a terceira operação de resgate de ações preferenciais classe C, com pagamento previsto para 22 de setembro de 2026.
Serão resgatadas e canceladas 41,6 milhões de ações PNC. A liquidação financeira total será de R$ 2,314 bilhões.
A empresa também informou que os detentores de American Depositary Receipts, os ADRs, receberão o valor do resgate em até sete dias úteis após a data de pagamento.
Com a conclusão da operação, o capital social da Axia passará a ser composto por 2.417.135.038 ações ordinárias, 457.522.031 ações preferenciais classe C e uma ação especial da União, a chamada golden share.
A movimentação faz parte da reorganização da base acionária da companhia e será acompanhada por investidores em razão dos efeitos sobre a composição do capital e sobre a estrutura dos papéis em circulação.
JBS assina acordo para unir operações de couros com a Viva
A JBS assinou acordo definitivo com a Viva Holding para combinar ativos e atividades de produção, beneficiamento e comercialização de couros.
A nova companhia será chamada JBS Viva. Após a conclusão da operação, cada sócia terá 50% da empresa.
O acordo dá continuidade à transação anunciada em novembro de 2025. Para formar a sociedade, a JBS transferirá os ativos incluídos na associação para a JBS Couros Brasil e, posteriormente, contribuirá com a totalidade das quotas dessa empresa para a JBS Viva.
A combinação abrangerá operações de couros da JBS no Brasil e em subsidiárias no exterior, além dos ativos da Viva ligados à produção de couros e à fabricação e comercialização de insumos químicos usados no processamento.
Ficam fora da transação os negócios de colágeno e gelatina de ambas as companhias, a operação de couros da planta da JBS em Cactus, no Texas, e os ativos da divisão situados na Alemanha, no Uruguai e no México.
