A greve dos Correios terminou após 15 dias de paralisação, e os trabalhadores começaram a retomar as atividades nesta sexta-feira (25). A volta ao trabalho ocorre após decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que considerou o movimento não abusivo e determinou o retorno da categoria.
A paralisação havia começado em 10 de setembro, em meio às negociações da campanha salarial da categoria. Entre os principais pontos de divergência estavam reajuste salarial, manutenção de benefícios e mudanças relacionadas ao plano de saúde dos trabalhadores.
Com o fim da greve, os Correios devem concentrar esforços na regularização do fluxo de encomendas e correspondências acumuladas durante o período de paralisação.
O que decidiu o TST sobre a greve dos Correios?
A Seção de Dissídios Coletivos do TST rejeitou o pedido dos Correios para que a paralisação fosse considerada abusiva.
Ao mesmo tempo, o tribunal determinou a retomada imediata das atividades e autorizou a compensação dos dias não trabalhados. Com isso, os trabalhadores poderão repor as horas referentes ao período de greve, evitando o desconto dos dias parados, conforme as regras definidas no julgamento.
O TST também fixou reajuste salarial de 4,09%, retroativo à data-base da categoria, em 1º de agosto.
Quando as entregas dos Correios voltam ao normal?
As atividades começaram a ser retomadas nesta sexta-feira, mas a normalização completa das entregas deve ocorrer de forma gradual.
Em São Paulo, os trabalhadores aprovaram em assembleia o encerramento da greve na noite de quinta-feira (24), com retorno imediato às atividades. O sindicato da categoria informou expectativa de normalização dos serviços já a partir desta sexta-feira.
Durante a paralisação, os Correios afirmaram ter adotado medidas para reduzir o impacto sobre as entregas, como remanejamento de veículos, deslocamento de funcionários administrativos para áreas operacionais e realização de mutirões.
Com a retomada integral do efetivo, a empresa deverá intensificar essas ações para reduzir eventuais atrasos acumulados.
O que acontece com os dias parados?
O TST autorizou a compensação do período de greve. Na prática, isso significa que as horas não trabalhadas poderão ser repostas pelos empregados.
A decisão afasta, inicialmente, o desconto direto dos dias parados, desde que seja feita a compensação conforme os critérios definidos pela empresa e pela sentença normativa.
O tribunal também manteve a data-base da categoria e estabeleceu as condições do novo acordo coletivo.
Por que os trabalhadores entraram em greve?
A paralisação começou depois que as negociações entre os Correios e as entidades representativas dos trabalhadores terminaram sem acordo.
Entre as reivindicações estavam recomposição salarial, manutenção de benefícios, regras sobre gratificações e mudanças no plano de saúde. Esse último ponto foi um dos principais focos de impasse durante as negociações.
Durante a greve, o TST chegou a determinar a manutenção de 80% do efetivo em atividade, considerando o serviço prestado pelos Correios essencial.
Como acompanhar uma encomenda atrasada?
Consumidores que tiveram encomendas afetadas pela paralisação podem acompanhar o andamento pelo sistema de rastreamento dos Correios.
Durante a greve, a estatal orientou os clientes a verificar a movimentação de objetos pelo site ou aplicativo oficial e aguardar a entrega no endereço indicado. Para situações específicas, também foram mantidos os canais de atendimento da empresa.
Com o encerramento do movimento, a expectativa é de redução progressiva dos atrasos conforme o fluxo operacional seja normalizado.
