O mercado global de inteligência artificial vive um ciclo acelerado de expansão, com investimentos que já ultrapassam R$ 40 bilhões. Apesar do avanço, um dado chama atenção: cerca de 95% dos projetos de IA falham em medir de forma eficiente o retorno sobre investimento (ROI), comprometendo a continuidade e a escalabilidade dessas iniciativas dentro das empresas.
A dificuldade em mensurar o impacto real da tecnologia tem se tornado um dos principais gargalos da adoção de IA no ambiente corporativo. Nesse contexto, a governança surge como elemento central para transformar investimentos em resultados concretos, garantindo alinhamento estratégico, controle de riscos e geração efetiva de valor.
Para João Kepler, CEO da Equity Group, o principal desafio não está na tecnologia em si, mas na forma como ela é implementada. “O problema não é a tecnologia, mas a falta de um modelo claro de governança. Muitas empresas investem em IA sem uma estratégia definida para medir resultados. No modelo AI-First, decisões, processos, cultura e soluções já nascem com a IA como pilar central, o que permite escala e sustentabilidade”, afirma.
Segundo Kepler, é justamente a governança que diferencia empresas capazes de capturar valor daquelas que acabam acumulando projetos caros e pouco efetivos. Nesse processo, a Aurion Ventures atua como parceira estratégica, especializada na criação de spin-offs e na aceleração de negócios estruturados desde a origem sob a lógica AI-First.
A atuação da Aurion vai além da simples adoção tecnológica. A venture builder transforma dados subutilizados, bases de clientes e processos de empresas tradicionais em novos negócios independentes, inovadores e escaláveis. “A Aurion é uma das poucas estruturas que entende como usar a IA para criar novas oportunidades por meio de spin-offs capazes de transformar mercados”, destaca Kepler.
O modelo de spin-offs é apontado como uma das estratégias mais eficazes para impulsionar a inovação corporativa. A partir de ativos já existentes, são criadas unidades de negócios autônomas, com foco em novos produtos, serviços ou plataformas digitais. “A ideia é pegar o que já existe dentro das empresas tradicionais e aplicar um modelo AI-First, criando negócios de alto impacto”, explica o executivo.
Essa abordagem permite gerar novas fontes de receita, reduzir riscos operacionais e acelerar a transformação digital de empresas que, isoladamente, teriam maior dificuldade em inovar. Ao separar essas iniciativas da operação principal, o modelo também aumenta a agilidade e a capacidade de testar soluções em escala.
Dentro dessa estratégia, a Equity Group projeta lançar dez novos negócios AI-First nos próximos ciclos, reforçando a criação de um ecossistema integrado entre investimento, tecnologia e governança. “Nosso objetivo não é apenas investir em IA, mas mudar a forma como as empresas aplicam essa tecnologia. A governança é o pilar que garante a longevidade dos projetos e a geração consistente de valor”, afirma Kepler.
O papel da Aurion Ventures como venture builder é considerado central nesse processo, ao estruturar ambientes onde inteligência artificial e governança caminham juntas. A expectativa é potencializar o valor das empresas do portfólio no Brasil e no exterior, por meio de spin-offs e soluções que combinam inovação, escala e controle estratégico.
