A temporada de resultados do quarto trimestre de 2025 segue trazendo sinais divergentes sobre o desempenho das empresas brasileiras listadas em bolsa. Enquanto companhias como Hypera apresentaram avanço expressivo no lucro, outras, como Randoncorp e Energisa, reportaram queda no resultado ou prejuízo, refletindo pressões financeiras e operacionais distintas em cada segmento.
Hypera surpreende com forte crescimento no lucro
A Hypera Pharma registrou lucro líquido de R$ 449,8 milhões no quarto trimestre, alta de 469,7% na comparação anual, superando as expectativas do mercado. A receita líquida somou R$ 2,237 bilhões no período, avanço de 48,1% frente ao mesmo trimestre de 2024.
No acumulado de 2025, o lucro da companhia totalizou R$ 1,19 bilhão, queda de 10,6% na comparação com o ano anterior, apesar do crescimento moderado da receita anual.
O desempenho trimestral positivo reflete a melhora operacional e a expansão das vendas, embora o resultado anual ainda mostre efeitos de ajustes financeiros e do ambiente macroeconômico mais desafiador.
Energisa registra queda no lucro, mas melhora no resultado recorrente
No setor elétrico, a Energisa reportou lucro líquido consolidado de R$ 975,2 milhões no quarto trimestre, uma retração de 54% na comparação anual.
O desempenho foi pressionado principalmente pelo aumento expressivo do resultado financeiro negativo, que impactou o resultado final. Apesar disso, o lucro líquido ajustado recorrente atingiu R$ 806,4 milhões, crescimento de 150,4% em relação ao mesmo período de 2024, indicando evolução operacional.
No acumulado de 2025, o lucro consolidado da companhia somou R$ 3,14 bilhões, queda de 32,3% frente ao exercício anterior.
Randoncorp reporta prejuízo no trimestre
Já a Randoncorp encerrou o quarto trimestre de 2025 com prejuízo líquido de R$ 231,3 milhões, em contraste com o lucro registrado no mesmo período do ano anterior.
O resultado negativo foi influenciado por fatores financeiros e ajustes operacionais, em meio a um cenário ainda desafiador para o setor industrial e de bens de capital, marcado por custos mais elevados e demanda mais volátil.













