A Raízen deve receber uma injeção de recursos de seus acionistas controladores, Cosan e Shell, como parte de uma solução estrutural para reequilibrar sua situação financeira. A informação foi confirmada pelo CEO da companhia, Nelson Gomes, nesta sexta-feira, durante teleconferência com analistas para comentar os resultados trimestrais.
Segundo o executivo, a prioridade absoluta da empresa neste momento é a redução do nível de endividamento, que cresceu nos últimos ciclos operacionais. “Esse processo todo está sendo conduzido pela companhia em conjunto com os acionistas controladores, que se comprometeram em contribuir capital dentro de uma solução que seja consensual, estruturante e principalmente que seja definitiva para que a companhia possa operar no longo prazo”, ressaltou Gomes.
Na apresentação ao mercado, a administração ressaltou que a companhia não enfrenta um problema operacional, mas sim financeiro. A avaliação foi feita após a divulgação de um prejuízo líquido de R$ 15,6 bilhões no trimestre.
Durante a teleconferência, Gomes explicou que a provisão contábil de aproximadamente R$ 11 bilhões registrada no período está relacionada ao desafio financeiro da empresa, e não à perda de eficiência nas operações.
De acordo com o executivo, os controladores Cosan e Shell se comprometeram a contribuir com capital para viabilizar uma solução definitiva para a estrutura de balanço da companhia, reforçando o caixa e permitindo o ajuste do perfil de dívida. “Reforçamos o compromisso de todas as operações, a manutenção com todos os parceiros de negócios, clientes, revendedores, fornecedores que são ainda mais essenciais neste momento”, disse o CEO.












