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Como as crianças aprendem?

Rudney SoaresPor Rudney Soares
01/09/2023

Neste texto, não pretendo fazer uma análise dos processos de aprendizagem desde quando os portugueses cá chegaram, nem do primeiro documento fundador do projeto inaciano de educação, a Ratio Studiorum de 1599. Percorro as trajetórias desde meados do século XX até os dias atuais, para situar práticas relacionadas aos processos de ensino e de aprendizagem.

Para início de conversa, pensemos no seguinte: é perceptível que muitos de nós fomos alfabetizados sob métodos que ecoavam os padrões do início do século XX, período em que os processos eram estruturados por etapas temporais, sobretudo pelo método conhecido como fonético.

Havia, também, o teste ABC. As crianças tinham de recortar, perfeitamente, linhas em zig-zag, fazer testes de memória – deveriam decorar 10 palavras, tais como Nabucodonosor, Pindamonhangaba etc. Falhas nesse tipo de teste frequentemente resultavam em um ano adicional no período preparatório, uma fase voltada para treinamento de percepção motora e segmentação silábica.

O fato é que os tempos mudaram e, com eles, as concepções e as metodologias de ensino também. Hoje, inclusive, já é patente que não cabe mais apenas pesquisar sobre ensino, é preciso pesquisar sobre como se aprende.

Há vários pesquisadores que investigam o processo de alfabetização, mas, em contexto pós-pandemia, não são poucos os que se descabelam para entender o momento e propor estratégias mais eficazes de recomposição de aprendizagem.

Apesar das incertezas que o momento impõe, é preciso clareza quanto aos processos de alfabetização. A BNCC (Base Nacional Comum Curricular), que leva em consideração o contexto e orienta as estratégias de aprendizado, sugere que devemos unir os melhores elementos dos métodos disponíveis, incluindo o denominado “método tradicional”. No entanto, é imperativo transcender o ensino mecânico e buscar conexões entre letras e sons dentro de contextos significativos.

Se retomarmos as cartilhas do passado, veremos frases do tipo: “A VOVÓ VIU A UVA”. Isolada do contexto, meramente para ser transcrita e repetida, essa frase não desperta curiosidade nem motiva aprendizagens, já que não está vinculada a uma situação prenhe de sentido real, pragmático.

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A crença que justificava essa forma de ensinar era a de que a alfabetização não se tratava apenas de cognição, mas dependia, principalmente, de mecanicismos. O que se entende hoje é que é preciso que as letras e os sons estejam conectados com o contexto de uso. Hoje, já se sabe que há uma importância significativa das perguntas, inclusive para os educadores que planejam as aulas. Diante de uma frase como a citada anteriormente, é preciso um questionamento que provoque reflexão: qual seria a relação dessa frase com o contexto em que a criança vive?

A perspectiva cognitiva (pensamento) foi colocada no centro do trabalho de alfabetização a partir dos estudos de Piaget, um biólogo que, na metade do século XX, dedicou sua vida à observação científica rigorosa do processo de aquisição de conhecimento pelo ser humano, particularmente pela criança. Além de Piaget, psicólogos como Vigotski e pesquisadores como Perrenoud contribuíram significativamente para a transformação no paradigma da alfabetização, considerando aspectos sociais, competências e habilidades.

É notório que essas abordagens variam, mas convergem ao tratar a alfabetização como um processo, não um produto limitado por um prazo fixo. Crianças aprendem de formas diversas e em ritmos distintos. A partir dessas perspectivas, surgem rótulos como construtivismo e cognitivismo, porém, nas palavras do Pe. Peter-Hans Kolvenbach (1993), o foco deve ser na formação de indivíduos conscientes, competentes, compassivos e comprometidos com mudanças sociais.

Nesse sentido, o melhor método de alfabetização seria aquele que, ancorado nas condições sócio-históricas, na capacidade de reflexão dos estudantes e dos docentes, na formulação de avaliações que de fato avaliem o processo, busca, nas metodologias disponíveis, suporte teórico-metodológico que atualize e sustente a prática docente, de maneira a garantir ao estudante a melhor maneira de aprender e, ao professor, as melhores maneiras de mediar as aprendizagens.

Claro que essa forma de ver o método parte da premissa de que o momento em que as aprendizagens acontecem é específico e está vinculado aos recursos e às tecnologias atuais, mas jamais se deve desconsiderar as práticas “analógicas”, aquelas que são mediadas na/pela escola: trabalhar em grupo e aprender sobre turnos e lugares de fala; escrever na folha, errar, apagar com a borracha e escrever novamente; ouvir um ditado e perder a ordem das palavras e frases; copiar alguns textos e só depois tentar escrever o seu; combinar letras do alfabeto; repetir sons de vogais e consoantes etc. Os novos recursos e as novas tecnologias devem integrar e aprimorar as práticas que são o “garante” de todos os processos de aprendizagem. Em outras palavras, Pe. Arrupe (1980), à frente de seu tempo, dizia que: se as escolas forem como devem, hão de viver numa tensão permanente entre o antigo e o moderno, entre um passado confortável e um presente inseguro.

Podem parecer ações simples, mas ensinar e aprender são processos complexos e, muito por isso, exigem que os docentes, bem preparados, estejam aptos a identificar momentos em que precisam intervir para que a criança avance; daí a importância das atividades diagnósticas, revisionais, do constante (re)planejamento e da provocação de questionamentos, afinal, são os questionamentos que norteiam a criança na busca de respostas e de conhecimento.

Algumas sugestões de leitura:

Arrupe, P. H. Nossos colégios hoje e amanhã (1980), n.4. In: Centro Virtual de Pedagogia Ignaciana.

__________. (1980). Men for Others. Jesuit Educational Ideals: Contemporary Perspectives, 13-22.

FERREIRO, Emília. Reflexões Sobre Alfabetização. São Paulo: Cortez, 2000.

______________; Teberosk, Ana. A Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985.

Kolvenbach, P. H. (1993). The Service of Faith and the Promotion of Justice in American Jesuit Higher Education. Address at Boston College.

Pedagogia Inaciana. Uma proposta prática (1993), n.13. In: Centro Virtual de Pedagogia Ignaciana.

Perrenoud, P. (1999). Construir Competências desde a Escola. Artmed.

Vygotsky, L. S. (1978). Mind in Society: The Development of Higher Psychological Processes. Harvard University Press.

Um grupo de crianГѓВ§as em uma sala de escola primГѓВЎria levantando a mГѓВЈo com educaГѓВ§ГѓВЈo

Foto: Freepik

Tags: Aprendizado criançascomo as crianças aprendemeducação
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