Pular para o conteúdo
Mercados
IBOV 209.067 +1.38% USD/BRL R$ 4,99 -0.61% EUR/BRL R$ 5,58 -0.72% BTC/BRL R$ 414.760 +0.96% PETR4 R$ 56,00 +0.94% VALE3 R$ 67,90 +0.38% WEGE3 R$ 51,47 -0.58% ITUB4 R$ 50,70 +2.74% BBDC4 R$ 21,61 +0.46% BBAS3 R$ 24,64 +1.57% BPAC11 R$ 81,50 +5.20% ABEV3 R$ 15,99 -0.99% CYRE3 R$ 35,23 +6.44%
Nelogica
ECONOMIA

Varejo cai 0,8% em julho e recuo supera expectativa do mercado

As vendas do comércio varejista brasileiro recuaram 0,8% em julho na comparação com junho, já descontados os efeitos sazonais, segundo dados divulgados nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado veio abaixo das expectativas do mercado.

Na comparação com julho de 2025, as vendas cresceram 1,2%. No acumulado de 2026, o setor registra avanço de 1,8%, enquanto a alta em 12 meses ficou em 1,6%.

O dado é divulgado no primeiro dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decide nesta quarta-feira (16) o novo patamar da taxa Selic.

Quais setores puxaram a queda do varejo?

A retração de julho foi disseminada por boa parte das atividades pesquisadas pelo IBGE. Cinco dos oito segmentos que compõem o comércio varejista apresentaram queda na passagem de junho para julho.

O maior recuo ocorreu em móveis e eletrodomésticos, com baixa de 4,9%.

Na sequência apareceram:

  • livros, jornais, revistas e papelaria: -4,2%;
  • tecidos, vestuário e calçados: -2,7%;
  • outros artigos de uso pessoal e doméstico: -2,2%;
  • hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -0,2%.

A média móvel trimestral do comércio varejista apresentou variação negativa de 0,1%.

O resultado mostra uma reversão em relação a junho, quando o volume de vendas havia crescido 0,5% frente a maio. Naquele mês, o avanço interanual havia sido de 2,9%.

Como ficou o varejo ampliado?

Enquanto o varejo restrito perdeu força, o comércio varejista ampliado apresentou crescimento de 0,4% em julho frente ao mês anterior.

O indicador ampliado inclui, além das atividades tradicionais do varejo, os segmentos de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo.

O avanço ocorreu depois de uma retração registrada em junho, indicando uma recuperação parcial das atividades incluídas no conceito ampliado.

Entre os destaques, o segmento de veículos e motos voltou a apresentar crescimento após resultados negativos anteriores.

Queda do varejo atingiu quantos estados?

O recuo das vendas também teve alcance regional.

Segundo os dados divulgados nesta terça-feira, 20 das 27 unidades da Federação registraram queda no volume de vendas na comparação com junho.

As maiores retrações foram verificadas no Amapá e em Tocantins, ambos com queda de 2,5%. Mato Grosso apareceu em seguida, com baixa de 2,2%.

O desempenho regional reforça a predominância de resultados negativos observada também entre as atividades do comércio.

O que o dado do varejo significa para o Copom?

A Pesquisa Mensal de Comércio é divulgada no momento em que o Banco Central inicia uma nova reunião para definir a taxa básica de juros.

O Copom se reúne nesta terça e quarta-feira, dias 15 e 16 de setembro. A Selic está atualmente em 14% ao ano.

Na semana passada, dados das Opções de Copom negociadas na B3 indicavam cerca de 95% de probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual, cenário que levaria a taxa para 13,75% ao ano.

O comportamento da atividade econômica é um dos elementos observados pelo Banco Central na definição da política monetária. A queda de 0,8% nas vendas do varejo se soma a outros indicadores utilizados para avaliar o ritmo do consumo e seus possíveis efeitos sobre inflação e demanda.

A decisão do Copom será anunciada nesta quarta-feira.

varejo comércio
Movimento no comércio de São Paulo na rua 25 de Março (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil - Arquivo)