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Reforma Tributária impacta o fiscal das empresas: entenda os riscos e oportunidades

Novo modelo exige dados corretos desde a origem das operações e faz do crédito tributário um fator estratégico para margem, caixa e valuation

Renata NunesPor Renata Nunes
05/02/2026

A Reforma Tributária marca uma mudança profunda na forma como as empresas brasileiras lidam com impostos. O tema deixou de ser essencialmente jurídico e passou a se tornar uma variável financeira estratégica, com impacto direto sobre margem operacional, fluxo de caixa, geração de crédito e, no limite, valuation.

Na prática, o fiscal deixa de ser apenas uma área de compliance para as empresas e passa a integrar o núcleo da gestão de resultado. A lógica não é mais simplesmente “cumprir imposto”, mas gerir imposto como parte da performance financeira da empresa.

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Com o novo modelo, decisões fiscais passam a afetar diretamente indicadores como EBITDA, capital de giro, estrutura de custos e previsibilidade de caixa. Erros antes tratados como passivos jurídicos passam a se traduzir em perda econômica imediata.

IVA Dual: o que muda na prática com a Reforma Tributária

O coração da Reforma é a substituição dos principais tributos indiretos por dois novos impostos:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – de competência federal

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – de competência estadual e municipal

Com isso, deixam de existir PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, que hoje formam um dos sistemas mais fragmentados e complexos do mundo.

Segundo Thomas Becker Pfeferman e Diego Penas, sócios do Nabarro & Pfeferman Advogados, a principal mudança está na lógica de funcionamento do imposto, que deixa de ser cumulativo e passa a operar de forma amplamente não cumulativa, com crédito estruturado ao longo de toda a cadeia.

“No modelo atual, há imposto sobre imposto, o que praticamente impede que as empresas saibam quanto efetivamente pagam. Com a reforma, quase todo imposto pago gera crédito na etapa seguinte”, explicam.

Outra mudança central é que o imposto passa a ser recolhido no destino, ou seja, onde ocorre o consumo, e não mais no local de origem da operação. Além disso, a alíquota deixa de variar conforme o produto ou serviço, o que elimina grande parte dos litígios fiscais hoje existentes.

Crédito tributário vira linha de resultado

O maior ganho, e também o maior risco, da nova estrutura está no crédito tributário. A partir da Reforma, o crédito deixa de ser exceção e passa a ser elemento estrutural da apuração do imposto.

Na prática, isso significa:

  • Crédito mal capturado = imposto maior = margem menor

  • Crédito bem gerido = melhora recorrente de caixa

O fiscal passa a influenciar diretamente:

  • EBITDA

  • Capital de giro

  • Planejamento financeiro

  • Estrutura de custos

Com a introdução do split payment, o imposto tende a ser recolhido automaticamente no momento da liquidação da operação. Por um lado, isso evita que a empresa pague tributo antes de receber a receita. Por outro, elimina a possibilidade de utilizar temporariamente esses recursos até o vencimento.

“O crédito passa a ser uma variável financeira real. Sua não geração, atraso ou glosa resulta em aumento do imposto efetivo e maior necessidade de capital de giro. Qualquer ineficiência gera perda econômica imediata”, afirmam os especialistas.

Reforma tributária e o split payment

A partir da introdução do split payment, a apuração do imposto passa a ser cada vez mais automatizada o que eleva significativamente o grau de dependência das empresas em relação aos sistemas da Receita Federal.

Em termos de infraestrutura, a Receita está construindo o maior sistema informacional da história do país. Segundo Pfeferman e Penas, o sistema de controle do split payment deve ser mais de 150 vezes maior que o Pix em volume e complexidade de dados.

Risco para empresas desorganizadas

A Reforma expõe brutalmente a fragilidade operacional de muitas empresas brasileiras.

Erros que antes geravam apenas contingência jurídica agora se traduzem em perda direta de dinheiro:

  • Erro cadastral → perda de crédito

  • Produto mal classificado → imposto errado

  • Documento inconsistente → glosa automática

“Já hoje a escrituração fiscal depende muito da qualidade da informação. A diferença é que agora haverá um sistema centralizado controlando todas as transações da economia”, alertam.

Setores de serviços tendem a ser os mais afetados. A alíquota estimada de CBS e IBS em torno de 27,5% pode superar significativamente a carga anterior de ISS e PIS/Cofins cumulativos, que girava em torno de 8,65%.

Além disso, setores antes pouco tributados, como receitas de aluguéis e royalties, passam a integrar a base.

Fiscal como nova área estratégica

O efeito final da Reforma é claro: o fiscal entra definitivamente no núcleo estratégico das empresas, ao lado de financeiro, jurídico e tecnologia.

A área deixa de ser suporte operacional e passa a ser:

  • centro de geração de valor

  • variável de margem

  • fator de eficiência de caixa

  • elemento de competitividade

A Reforma Tributária não é mais um debate jurídico. É um tema de resultado, caixa e valor econômico.

A partir de agora, quem não dominar seus dados fiscais corre o risco de pagar mais imposto do que deveria, e nem perceber.

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