BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

PCE monstra que inflação americana persiste nos serviços e Fed deve seguir com cortes graduais

Renata Nunes Por Renata Nunes
26/09/2025
Em ECONOMIA, Mundo

O PCE, principal indicador do Federal Reserve para calibrar sua política monetária, registrou alta de 0,3% em agosto de 2025, em linha com o consenso de mercado. O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2% no mês, mantendo a variação de 2,9% em 12 meses. Já o PCE cheio subiu 2,7% na base anual, também dentro do esperado.

Embora os números não tenham surpreendido, eles reforçam a percepção de que a inflação americana segue em processo de desaceleração lenta, o que dificulta um alívio mais agressivo nos juros. Analistas destacam que a leitura do indicador deve ser avaliada em conjunto com o desempenho do mercado de trabalho e dos gastos das famílias, que permanecem resilientes em alguns segmentos, sustentando a atividade econômica.

Quais nuances os dados do PCE revelam?

De acordo com a economista Andressa Durão, do ASA, a análise mais detalhada da composição do núcleo do PCE traz sinais mistos. “A média móvel trimestral anualizada mostra que a inflação de bens continua em desaceleração, agora em 1,1%, enquanto a inflação de serviços voltou a acelerar, atingindo 3,5%”, apontou. Segundo ela, a pressão inflacionária está concentrada justamente no setor de serviços, considerado mais persistente e de difícil reversão.

Outro ponto de atenção é o impacto das tarifas de importação impostas pelo governo Trump. “Esses efeitos ainda não aparecem de forma clara no PCE, o que mantém os bens com preços mais contidos. Porém, a expectativa é que nos próximos meses parte dessas pressões possa ser repassada ao consumidor, trazendoeu riscos adicionais para a condução da política monetária”, avaliou Durão. A economista acredita que, ainda assim, o Fed deve cortar mais 25 pontos-base na taxa de juros na próxima reunião, mas ressalta que a decisão dependerá fortemente dos próximos dados de emprego.

Quais os impactos do PCE para as empresas brasileiras?

Para Volnei Eyng, CEO da Multiplike, os reflexos do PCE nos Estados Unidos vão além do debate sobre inflação americana. “Um PCE em 2,7% em 12 meses mostra que a economia dos EUA segue aquecida, reduzindo a expectativa de cortes mais agressivos pelo Fed. Isso significa dólar mais forte, e para empresas brasileiras isso representa aumento no custo de importações e insumos estrangeiros, pressionando margens de lucro”, explicou.

O executivo ressalta que os impactos variam conforme o setor:

  • Exportadores podem enfrentar maior concorrência se os preços dos produtos americanos se mantiverem atrativos, mas também encontram oportunidade em mercados com moedas mais fracas.
  • Empresas endividadas em dólar devem se preparar para custos financeiros mais altos, especialmente aquelas com dívidas atreladas a taxas internacionais.
  • Setores dependentes de financiamento externo podem sofrer com maior volatilidade, exigindo planejamento financeiro e gestão rigorosa de caixa.

“Internamente, a Selic firme e a postura do Banco Central brasileiro em não reduzir juros de forma acelerada reforçam que o crédito local segue caro. Isso exige ainda mais cuidado das empresas com o planejamento e a estrutura de capital”, completou Eyng.

Como os investidores devem reagir?

Segundo Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, o PCE confirma uma desaceleração lenta, o que deixa o Fed em modo de cautela. “Um PCE de 0,3% no mês e 2,7% ao ano, com núcleo em 2,9%,confirma desaceleração lenta e mantém o Fed em modo cauteloso, mesmo após o primeiro corte. Isso traz impacto direto sobre o apetite por risco e sobre a precificação de ativos ao redor do mundo”, afirmou.

No caso do mercado brasileiro, Lima avalia que o efeito será de maior seletividade no Ibovespa. “Exportadoras ligadas a commodities tendem a se beneficiar de dólar mais firme e petróleo resiliente. Já setores domésticos sensíveis a juros podem oscilar com a curva. O investidor precisa reforçar análise de qualidade de resultados, focar em empresas com caixa robusto e valuation atrativo, e usar proteção cambial tática quando a assimetria do câmbio aumentar, especialmente em momentos de eventos do Fed ou divulgação de dados de inflação”, explicou.

Leia Mais

NICOLÁS MADURO

Justiça do EUA mantém acusação de narcotráfico contra Maduro

27 de março de 2026
Foto: Divulgação

Taurus projeta retomada de receita nos EUA e aceleração no mercado militar com nova estratégia global

26 de março de 2026

O que esperar para a política monetária do Fed?

A convergência do PCE com as expectativas de mercado indica que o processo de desinflação continua, mas em ritmo gradual. O núcleo em 2,9% revela que a meta de 2% ainda não está no horizonte próximo. Nesse sentido, a condução da política monetária americana deve seguir com cortes graduais e dependentes de dados, em especial sobre emprego e atividade.

No curto prazo, o mercado projeta mais um corte de 25 pontos-base, como ressaltado por analistas, mas a manutenção dos juros elevados por mais tempo é um cenário provável. Para o Brasil, isso significa um ambiente de maior volatilidade nos ativos locais, dólar firme e necessidade de política monetária ainda restritiva para evitar pressões adicionais sobre a inflação doméstica.

Enquanto isso, investidores e empresas precisam se adaptar a um ambiente global de juros ainda altos e crescimento mais moderado. O PCE de agosto não trouxe surpresas, mas reforçou que a luta contra a inflação ainda não terminou e que o equilíbrio entre crescimento e estabilidade de preços seguirá guiando as decisões do Federal Reserve nos próximos meses.

Pesando cerca de 181 quilos, a estilosa moto clássica de 350 cilindradas entrega 20 cavalos de potência com visual de cinema por cerca de 20 mil reais

O impermeabilizante cimentício que elimina a infiltração de paredes por menos de R$ 800

Com blocos gigantes de concreto em uma ilha artificial e serpentes marinhas venenosas como vizinhas, aventureiros no Japão transformam barreiras costeiras em acampamentos extremos para fisgar peixes de 60 cm na madrugada

Com sua estrutura dodecagonal de 1220 e 36 metros de altura, a torre militar virou o maior símbolo defensivo e o cartão-postal de Sevilha na Espanha

Disparando de 0 a 100 km/h em 6 segundos, o cobiçado sedã esportivo alemão combina motor turbo de 231 cavalos com câmbio de dupla embreagem para superar os concorrentes

Com 10 mil pássaros como vizinhos e um abrigo escavado na lama, explorador vence o isolamento total em ilha de 2 hectares e revela como pescar carpas de 4 kg usando apenas técnicas primitivas

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
[email protected]

Comercial:
[email protected]

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.