O PCE dos Estados Unidos voltou a mostrar pressão no início do ano, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (13) pelo Escritório de Análise Econômica (BEA), ligado ao Departamento de Comércio. O núcleo do índice, que exclui os componentes mais voláteis, como alimentos e energia, avançou 0,4% em janeiro, em linha com as projeções do mercado.
Na comparação anual, a alta do núcleo do indicador foi de 3,1%, patamar ainda acima da meta de inflação de 2% perseguida pelo Federal Reserve. O resultado reforça o cenário de cautela por parte do banco central americano, que acompanha de perto a evolução dessa medida para calibrar sua política monetária.
O índice cheio do PCE também apresentou avanço no período. A inflação subiu 0,3% na base mensal e acumulou alta de 2,8% em 12 meses. O resultado veio próximo das estimativas do mercado, que projetavam elevação de 0,3% no mês e de 2,9% no acumulado anual.
PCE dos EUA: núcleo da inflação segue no radar do Fed
A trajetória da inflação PCE tem papel central na comunicação e nas decisões do Federal Reserve, uma vez que o núcleo do indicador é considerado uma das métricas mais relevantes para avaliar a tendência subjacente dos preços na economia americana.
Apesar da desaceleração observada em alguns componentes ao longo dos últimos meses, o nível ainda elevado da inflação reforça a leitura de que o processo de convergência para a meta pode ser gradual. Nesse contexto, o mercado financeiro mantém atenção redobrada sobre os próximos dados de atividade e inflação, que devem influenciar o ritmo de eventuais ajustes na taxa básica de juros.
PIB desacelera no quarto trimestre
Além dos números de inflação, o BEA também divulgou a segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos referente ao quarto trimestre de 2025. A economia americana cresceu a uma taxa anualizada de 0,7% no período, desempenho inferior às expectativas de mercado.
O mercado projetava expansão de 1,4%, em linha com a estimativa preliminar divulgada anteriormente. O dado reforça sinais de moderação do crescimento econômico, em meio aos efeitos cumulativos das condições financeiras mais restritivas observadas ao longo do ciclo de aperto monetário.
A combinação de inflação ainda acima da meta e desaceleração da atividade mantém o cenário desafiador para o Federal Reserve, que precisa equilibrar o combate às pressões inflacionárias com os riscos de perda de dinamismo da economia.













