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NAIRU, sua relação com desemprego e inflação: está desvirtuado no Brasil?

Rui das Neves Por Rui das Neves
05/11/2025
Em ECONOMIA, OPINIÃO

Nos debates sobre emprego e inflação, um conceito costuma aparecer entre economistas e formuladores de política pública: a NAIRU, sigla em inglês para Non-Accelerating Inflation Rate of Unemployment — ou, em tradução livre, Taxa de Desemprego Não Aceleradora da Inflação. Em termos simples, trata-se de um índice que busca identificar qual é o nível de desemprego em que a economia opera sem pressionar a inflação para cima, embora o conceito ainda seja amplamente desconhecido pela população.

Quando o desemprego está abaixo da NAIRU, há escassez de mão de obra, os salários tendem a subir e, como consequência, os preços aumentam, alimentando a inflação. Por outro lado, quando o desemprego está acima da NAIRU, há subutilização da força de trabalho, o que costuma conter a inflação, mas também indica estagnação, desaceleração ou crise econômica.

O comportamento da NAIRU

Estudos de instituições como o Banco Mundial, o IPEA, o Banco Central do Brasil e pesquisadores como Bacciotti & Marçal mostram como a NAIRU evoluiu no país ao longo das décadas. A média brasileira tem oscilado entre 5% e 9%, com variações relacionadas à produtividade, às políticas econômicas, às reformas trabalhistas e à própria estrutura do mercado de trabalho.

Comparativamente, a média mundial gira em torno de 5% a 6%, com países da OCDE operando com taxas ainda menores, entre 4% e 5%, enquanto economias emergentes como o Brasil tendem a apresentar NAIRUs mais elevadas, entre 6% e 9% — realidades distintas, mas que refletem as diferentes estruturas produtivas e institucionais.

Pleno emprego no Brasil?

Atingir uma taxa de desemprego próxima ou abaixo da NAIRU é o que os economistas chamam de pleno emprego. Isso não significa desemprego zero, mas sim um equilíbrio em que todos que procuram trabalho conseguem encontrá-lo em um tempo razoável, sem gerar pressões inflacionárias significativas.

O Brasil viveu momentos assim em 2012, 2013 e 2014, quando o desemprego ficou dentro ou abaixo da faixa estimada da NAIRU. Esses anos foram marcados por crescimento econômico, aumento do consumo e relativa estabilidade de preços. Mais recentemente, a partir de 2024/2025, o país voltou a atingir níveis próximos ao pleno emprego, embora de forma discutível.

Por outro lado, o país também enfrentou períodos de desemprego muito acima da NAIRU, como em 1983, 1999, 2003, 2015–2017 e 2020–2021, este último intensificado pela pandemia de COVID-19. Nesses momentos, além do desemprego elevado, a inflação oscilava, ora contida pela baixa demanda, ora pressionada por choques de oferta.

A NAIRU não é um número fixo. Ela se altera conforme a economia muda. Para o Brasil, o desafio atual não é mais reduzir o índice, mas ajustá-lo de forma orgânica, elevando a qualificação da força de trabalho e estimulando o investimento — especialmente o privado — como parte da relação natural entre economia, mercado financeiro e força laboral. Esse equilíbrio entre emprego e inflação segue sendo uma dança delicada: a NAIRU é o compasso invisível dessa coreografia, embora muitas vezes desvirtuado em frente aos nossos olhos “embaçados”.

Pleno emprego? Será?

A estimativa precisa da NAIRU no Brasil ainda gera dúvidas e debates entre especialistas, especialmente devido às distorções presentes nas estatísticas de mercado de trabalho. Um dos fatores que dificultam a medição correta da taxa de desemprego é o elevado número de pessoas fora da força de trabalho formal, impulsionado principalmente pelo crescimento dos beneficiários de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.

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Como o conceito estatístico de “desempregado” exige que o indivíduo esteja sem ocupação e buscando ativamente trabalho, há um contingente relevante de pessoas em idade ativa que, por estarem recebendo o benefício e não declararem procura por emprego, são classificadas como “fora da força de trabalho” e não como desempregadas.

A população brasileira é estimada em 213,4 milhões de habitantes, segundo o IBGE, até 1º de julho de 2025. Desses, 54,3 milhões estão na faixa entre 12 e 17 anos (parte deles apta a ingressar no mercado) e 29,9 milhões entre 18 e 64 anos, conforme dados de setembro de 2025 do Portal da Transparência do governo federal. Trata-se de um contingente significativo que altera substancialmente a percepção da NAIRU e toda a dinâmica socioeconômica do país.

Esse avanço do assistencialismo estatal distorce a realidade social e econômica, reduz artificialmente a taxa de desemprego e, pior, transforma a vulnerabilidade das populações de baixa renda em instrumento político. Em um país ideal, com uma nação verdadeiramente comprometida com o desenvolvimento, os governantes deveriam se orgulhar de reduzir o número de dependentes de programas assistenciais — e não utilizar o aumento da pobreza e do número de beneficiários como sinal de sucesso ou ferramenta de marketing eleitoral.

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