O Ibovespa acelerou a alta na tarde desta quarta-feira e avançava 2,11%, aos 187.698 pontos, com investidores ampliando a aposta em uma vitória de Flávio Bolsonaro.
O Ibovespa acelerou a alta na tarde desta quarta-feira e avançava 2,11%, aos 187.698 pontos, com investidores ampliando a aposta em uma vitória de Flávio Bolsonaro. O índice retomou, assim, a faixa dos 187 mil pontos.
O movimento ganhou força depois que a campanha do presidente Lula confirmou que ele não participará do debate televisivo desta quinta-feira. Perto das 15h, o dólar à vista caía 0,95%, a R$ 5,1675, enquanto os juros futuros operavam com viés de baixa.
Por que o Ibovespa acelerou a alta?
Os investidores domésticos dobraram a aposta em uma vitória de Flávio Bolsonaro. A percepção no mercado era de que a candidatura do senador permanecia resiliente, apesar do escândalo de Nossa Senhora Aparecida e das medidas anunciadas por Lula que foram interpretadas como eleitoreiras.
Entre essas medidas estavam a proibição das bets, o reajuste do Bolsa Família e a extensão do programa Desenrola. A ausência de Lula no debate desta quinta-feira acrescentou um novo elemento à avaliação eleitoral feita pelos agentes financeiros durante o pregão.
As pesquisas mais recentes mantinham Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico. Para o mercado, esse quadro indicava que o candidato do PL continuava competitivo.
Como estavam o dólar e os juros futuros?
O dólar à vista operava próximo das mínimas do dia, com queda de 0,95%, cotado a R$ 5,1675. Na curva de juros, os principais contratos acompanhados no giro apresentavam viés de baixa.
| Indicador | Desempenho por volta das 15h |
|---|---|
| Ibovespa | +2,11%, aos 187.698 pontos |
| Dólar à vista | -0,95%, a R$ 5,1675 |
| DI janeiro de 2027 | 13,550% |
| DI janeiro de 2029 | 13,740% |
| DI janeiro de 2033 | 14,000% |
O quadro reunia valorização da bolsa, recuo do dólar e taxas futuras em baixa. Os três movimentos ocorriam enquanto o mercado reavaliava as chances dos candidatos na disputa presidencial.
O que o PCE mostrou nos Estados Unidos?
O índice de preços de gastos com consumo, o PCE, subiu 0,3% em agosto na comparação mensal. O resultado ficou abaixo da expectativa de avanço de 0,4%.
Na comparação anual, a inflação medida pelo indicador avançou 3,4%, também abaixo da projeção de 3,7%. O PCE é a medida de inflação preferida do Federal Reserve e integra a avaliação sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.
Como as bolsas de Nova York reagiram?
As bolsas de Nova York operavam majoritariamente em alta após a divulgação do PCE mais comportado que o esperado. O S&P 500 avançava 0,45%, enquanto o Nasdaq subia 0,99%.
O desempenho não era uniforme. O Dow Jones recuava 0,18% no mesmo horário, destoando dos demais índices acionários norte-americanos.
O que a alta do mercado não resolve?
A reação positiva dos ativos brasileiros não elimina a incerteza eleitoral. As pesquisas ainda indicavam empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, embora apontassem a manutenção da competitividade do senador.
As cotações também representam uma fotografia do mercado por volta das 15h, e não os preços de fechamento. A recuperação dos 187 mil pontos pelo Ibovespa, a queda do dólar e o recuo dos juros ainda poderiam mudar até o encerramento dos negócios.
No exterior, o PCE abaixo das expectativas favorecia parte das bolsas, mas a queda do Dow Jones mostrava que a resposta em Nova York não era generalizada.
O que acompanhar até o fechamento?
Os pontos objetivos para acompanhar são a sustentação do Ibovespa acima dos 187 mil pontos, a permanência do dólar perto de R$ 5,1675 e o comportamento dos contratos de juros futuros.
No exterior, o foco permanece no fechamento de S&P 500, Nasdaq e Dow Jones após o PCE. No ambiente doméstico, o debate desta quinta-feira e as próximas pesquisas eleitorais devem continuar no radar dos agentes financeiros.
