O índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos subiu 0,9% em março na comparação com fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo U.S. Department of Labor.
Na comparação anual, o indicador registrou alta de 3,3%, abaixo da expectativa de 3,4% projetada por analistas consultados pelo Projeções Broadcast.
O resultado mensal veio em linha com as previsões do mercado, enquanto o dado anual ficou ligeiramente abaixo das estimativas, indicando uma dinâmica de inflação ainda elevada, mas com sinais de moderação em alguns componentes.
CPI dos EUA: Inflação acelera na comparação mensal
O avanço de 0,9% em março representa uma aceleração relevante em relação ao resultado observado no mês anterior.
No relatório divulgado anteriormente, referente a fevereiro, o CPI havia registrado alta de 0,3% na comparação mensal e 2,4% na base anual.
A nova leitura indica uma pressão inflacionária mais forte no curto prazo, ainda que a comparação anual tenha vindo abaixo das expectativas do mercado.
Núcleo da inflação vem abaixo das projeções
O núcleo do CPI, indicador que exclui os preços mais voláteis de alimentos e energia, apresentou desempenho mais moderado.
O core CPI subiu 0,2% em março na comparação mensal, abaixo da expectativa de 0,3% apontada pelos analistas.
Na comparação anual, o núcleo da inflação registrou avanço de 2,6%, também inferior à projeção de 2,7%.
Esse indicador é acompanhado de perto pelo Federal Reserve, pois tende a refletir com maior precisão a tendência estrutural da inflação.
Inflação continua no radar do Fed
Os dados de inflação seguem sendo um dos principais fatores monitorados pelo Federal Reserve para calibrar a política monetária.
Embora o CPI cheio tenha mostrado aceleração no mês, a leitura mais moderada do núcleo pode reforçar a percepção de que parte das pressões inflacionárias permanece concentrada em componentes mais voláteis.
Para o mercado financeiro, o comportamento da inflação americana continua sendo determinante para as expectativas sobre o ritmo de juros nos Estados Unidos e seus impactos sobre os mercados globais.

