O The Interlace em Singapura desafia a lógica dos arranha-céus tradicionais. Com 31 blocos de apartamentos empilhados em formato hexagonal, o complexo residencial projetado por Ole Scheeren tornou-se o mais inovador do planeta, ganhando o prêmio de “Edifício do Ano” no Festival Mundial de Arquitetura.
Por que os blocos são empilhados dessa forma?

Em vez de construir torres verticais isoladas, o arquiteto optou por empilhar os blocos horizontalmente, criando uma “vila vertical”. Essa disposição hexagonal cria oito pátios internos gigantescos, permitindo que a luz e o ar circulem livremente por todo o complexo.
O design maximiza a ventilação natural, essencial no clima tropical de Singapura, e cria múltiplos terraços jardins nos telhados dos blocos inferiores. É uma resposta criativa à falta de espaço e à necessidade de comunidade em áreas densas.
Como é a vida comunitária no complexo?
O The Interlace foi projetado para promover a interação social. Os pátios e terraços comuns funcionam como praças, onde os moradores podem se encontrar, praticar exercícios ou relaxar. Diferente de torres isoladas, aqui a arquitetura incentiva o convívio.
O complexo oferece uma infraestrutura de clube, com piscinas, quadras de tênis, academia e áreas de churrasco, tudo integrado ao paisagismo exuberante que cobre 112% da área do terreno (graças aos jardins suspensos).
Para conhecer um dos empreendimentos residenciais mais premiados e visualmente impressionantes do mundo, selecionamos o conteúdo do canal PropertyLimBrothers. No vídeo a seguir, a apresentadora faz um tour pelo The Interlace, o complexo que parece construído com blocos de Lego gigantes, detalhando sua estrutura hexagonal e o luxo de seus interiores:
É um modelo sustentável para o futuro?
Sim. A análise ambiental do projeto mostra que a disposição dos blocos reduz o ganho de calor solar e melhora a qualidade do ar interno. A vasta área verde ajuda a combater o efeito de ilha de calor urbana.
Singapura é líder mundial em arquitetura verde, e o The Interlace é um exemplo de como a densidade populacional pode conviver com a qualidade de vida. Dados sobre urbanismo são estudados globalmente por instituições como a ONU-Habitat.
Como ele se compara a um condomínio padrão?
A diferença visual é gritante, mas a funcional também é enorme. Para entender a inovação, a tabela a seguir compara o conceito do The Interlace com o de torres residenciais comuns.
| Característica | The Interlace (Horizontal) | Torres Convencionais (Vertical) |
| Privacidade | Blocos espaçados, sem “olhar pro vizinho”. | Janelas frequentemente de frente para outra torre. |
| Espaço Verde | Jardins em múltiplos níveis (telhados). | Limitado ao térreo. |
| Comunidade | Conectada por pátios centrais. | Isolada em cada torre (elevador). |
Uma comunidade vertical
Com 1.040 unidades residenciais, o Interlace é uma cidade em si mesmo. Ele oferece instalações completas como quadras de tênis, academias, pistas de caminhada e áreas de churrasco, reduzindo a necessidade de deslocamento dos moradores.
A estética “jenga” (como o jogo de blocos) do edifício destaca-se na paisagem urbana, provando que a arquitetura residencial pode ser funcional e artisticamente ousada ao mesmo tempo.
A estrutura visual do complexo é única no mundo. Visualize o conceito:
🏢 Anatomia do Interlace
31 Blocos
Empilhados
6 Andares
Por Bloco
1.040
Apartamentos

