A B3 obteve decisões favoráveis na Câmara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o Carf, e cancelou de forma definitiva autuações da Receita Federal contra a companhia.
As cobranças eram relacionadas à venda de ações do CME Group.
Segundo a B3, os autos cancelados totalizavam R$ 2,2 bilhões ao fim do primeiro semestre.
A companhia informou que a decisão não deve produzir impacto nas demonstrações financeiras, já que o risco de perda desses processos era classificado como possível.
A vitória reduz uma incerteza tributária relevante para a operadora da Bolsa brasileira, embora não gere efeito contábil direto neste momento.
Para investidores, o caso entra no radar por envolver a eliminação de um passivo fiscal relevante e por reforçar a importância de disputas administrativas sobre a percepção de risco das companhias listadas.
Motiva conclui venda de aeroportos para a Asur
A Motiva concluiu a venda de suas 20 operações de aeroportos para o grupo mexicano Asur.
A transação gerou entrada de R$ 5,187 bilhões no caixa da companhia.
O negócio havia sido anunciado em novembro do ano passado por R$ 11,5 bilhões. Após ajustes monetários, a venda foi concluída por R$ 12,21 bilhões.
A diferença entre o valor total da operação e a entrada efetiva de caixa, de cerca de R$ 7 bilhões, corresponde à dívida dos ativos vendidos.
Com a conclusão do negócio, a alavancagem financeira consolidada da Motiva deve cair de 3,7 vezes, no fim de junho, para cerca de 3 vezes.
A companhia informou que os recursos da transação serão utilizados para redução do endividamento da holding.
A venda marca uma etapa relevante na estratégia da Motiva de reorganização do portfólio e desalavancagem. A companhia também prevê um período de transição para a transferência dos ativos e funcionários da operação de aeroportos para a gestão da Asur.
PagBank prevê ao menos R$ 2 bilhões em dividendos até 2028
O PagBank anunciou que espera distribuir dividendos de pelo menos R$ 2 bilhões até 2028.
A previsão é de pagamento de ao menos R$ 1 bilhão em 2027 e outro R$ 1 bilhão em 2028.
A companhia afirmou que a distribuição está sujeita às condições de mercado.
O PagBank também aprovou um novo programa de recompra de ações. A empresa pretende desembolsar até US$ 150 milhões no quarto programa de recompra lançado pela companhia.
O programa foi anunciado sem prazo definido.
As medidas reforçam a estratégia de otimização da estrutura de capital e de retorno aos acionistas. Para investidores, o anúncio coloca o PagBank no radar da agenda de remuneração, especialmente por combinar perspectiva de dividendos e recompra de ações.
Até o momento, a companhia não informou valor por ação para os dividendos previstos.
Magalu fecha parceria com Mercado Livre
O Magalu fechou uma parceria comercial com o Mercado Livre para vender cerca de 27 mil produtos de estoque próprio na plataforma.
O acordo inclui itens do Magazine Luiza, da KaBuM! e da Época Cosméticos.
As categorias abrangem eletroeletrônicos, móveis, games, informática, cosméticos e perfumaria.
As entregas dos produtos vendidos pelo grupo no Mercado Livre ficarão sob responsabilidade do Magalog, braço logístico do Magalu.
A parceria faz parte da estratégia da varejista de ampliar as vendas pela internet por meio de plataformas de terceiros. O grupo já mantém iniciativas semelhantes com outros canais digitais.
Segundo o Magalu, esses acordos permitem alcançar consumidores que não frequentam os canais próprios da companhia. A empresa afirma ter uma base de aproximadamente 50 milhões de clientes digitais.
O acordo não é exclusivo e pode ser ampliado para outras frentes. Entre as possibilidades em análise estão o uso de lojas físicas do Magalu como pontos de retirada e devolução de mercadorias vendidas por parceiros do Mercado Livre, além da entrega de produtos acima de 30 quilos, como geladeiras, fogões e móveis.
















