A Carteira de Identidade Nacional passou a usar o CPF como número único de identificação em todo o Brasil, substituindo a lógica antiga em que cada estado emitia um RG diferente. Essa mudança reorganiza a forma como os dados civis são registrados e pretende tornar mais simples o uso do documento em bancos, órgãos públicos, escolas, hospitais e demais serviços que dependem de confirmação de identidade. A emissão segue regras específicas, exige comparecimento presencial e, em alguns estados, pode ter taxas associadas, principalmente para segunda via.
Quais documentos são necessários para solicitar a Carteira de Identidade Nacional?
Em qualquer pedido da Carteira de Identidade Nacional, você precisa ter o CPF regularizado. Como esse número se torna o identificador principal do cidadão, ele precisa estar ativo e sem pendências na base da Receita Federal, com nome, filiação e data de nascimento idênticos aos da certidão.
Além do CPF, é indispensável apresentar um documento de registro civil válido e recente. Normalmente, usa-se a certidão de nascimento para pessoas solteiras e a certidão de casamento para quem alterou o estado civil ou o sobrenome, além de um comprovante de residência atualizado, que pode ser solicitado para registro do endereço no sistema.
- CPF em situação regular: base numérica da Carteira de Identidade Nacional.
- Certidão de nascimento ou casamento: comprova e atualiza os dados civis.
- Comprovante de endereço: conta ou declaração que comprove o domicílio.
- Documentos opcionais: CNH, título de eleitor, cartão do SUS, certificado militar, laudo ou cartão de tipo sanguíneo, entre outros.
Os chamados “documentos opcionais” servem para acrescentar informações complementares na CIN, como número do título de eleitor ou tipo sanguíneo. Esses dados só são inseridos se houver prova documental no atendimento presencial, em original ou cópia autenticada, não bastando informar pela internet.
Como solicitar a Carteira de Identidade Nacional pelo Gov.br?
O pedido da nova CIN geralmente começa em ambiente digital, pelo aplicativo Gov.br ou pelo site oficial do instituto de identificação estadual. Após acessar a conta com CPF e senha, a pessoa localiza a área de serviços de documentos pessoais, onde aparece a opção referente à Carteira de Identidade Nacional ou à emissão de identidade.
Nesse passo, o sistema solicita dados como nome completo, filiação, data de nascimento, endereço, telefones e e-mail, podendo perguntar também se o cidadão pretende incluir dados extras. Em segundo plano, o sistema cruza as informações com o cadastro do CPF para verificar inconsistências que possam impedir a continuidade do processo ou exigir correção prévia.
- Acessar o aplicativo Gov.br ou o portal oficial do órgão de identificação estadual.
- Fazer login com CPF e senha, ou outro método autorizado.
- Localizar o serviço ligado à Carteira de Identidade Nacional.
- Preencher o formulário eletrônico com os dados pessoais.
- Confirmar as informações e seguir para a etapa de marcação do atendimento presencial.
Em vários estados, o próprio site ou app apresenta as datas e unidades disponíveis para atendimento; em outros, o cidadão é redirecionado para uma plataforma estadual. A escolha do local e do horário é essencial para evitar deslocamentos longos e reduzir faltas por incompatibilidade com trabalho ou estudo.
Como funciona o agendamento e o atendimento presencial da CIN?
O agendamento da Carteira de Identidade Nacional é definido por cada governo estadual, mas em geral permite escolher cidade, posto de atendimento e uma faixa horária específica. Alguns sistemas ainda indicam unidades com menor movimento ou datas mais rápidas, o que facilita para quem precisa do documento com urgência.
No dia marcado, é obrigatório levar todos os documentos listados no comprovante de agendamento e chegar alguns minutos antes do horário. No posto, são feitos procedimentos presenciais que não podem ser substituídos por etapas digitais, como coleta de impressões digitais, fotografia em padrão oficial e assinatura que será reproduzida na CIN.
- Seleção de local e horário: escolha do posto com melhor acesso e horário adequado.
- Registro biométrico: captura das digitais em equipamento específico.
- Foto oficial: imagem tirada no local, com regras de enquadramento e vestimenta.
- Conferência documental: análise de certidões, CPF e demais comprovantes em original.
Se algum documento obrigatório não for apresentado ou se surgir divergência grave de dados, o atendimento pode ser interrompido e reagendado. Quando todas as etapas são concluídas, o pedido segue para produção do cartão, e o prazo para retirada varia conforme o estado, geralmente com possibilidade de acompanhamento on-line.

Como ativar a Carteira de Identidade Nacional digital no aplicativo Gov.br?
Depois de retirar o documento físico, é possível habilitar a CIN digital no aplicativo Gov.br, o que permite acessar a identidade diretamente pelo celular. Essa versão eletrônica tem validade em todo o território nacional e reduz a necessidade de portar o cartão plástico em situações do dia a dia.
A validação ocorre inteiramente dentro do app, com recursos de segurança para garantir que só o titular consiga adicionar o documento. Em alguns casos, é preciso escanear o QR Code impresso na CIN ou realizar reconhecimento facial, que será comparado com bases oficiais para evitar fraudes.
- Abrir o aplicativo Gov.br e acessar a conta já cadastrada.
- Entrar na seção “Carteira de documentos” ou nome semelhante.
- Selecionar “Adicionar documento”.
- Escolher a opção “Carteira de Identidade Nacional (CIN)”.
- Seguir as orientações, incluindo leitura de QR Code ou reconhecimento facial, quando solicitado.
Concluída essa etapa, o documento digital fica disponível no aplicativo, muitas vezes com acesso em modo off-line. É recomendável manter o app atualizado e proteger o celular com senha ou biometria para reduzir riscos em caso de perda ou furto.
Quais cuidados são importantes após obter a nova Carteira de Identidade Nacional?
Depois da emissão, a atenção se volta à segurança e à atualização de informações pessoais. A conta no Gov.br deve ser protegida com senha forte e, sempre que possível, com verificação em duas etapas, evitando que terceiros acessem dados sigilosos em caso de acesso indevido ao celular ou ao e-mail.
O cartão físico precisa ser guardado em lugar seguro, evitando exposição desnecessária das informações impressas, como CPF, data de nascimento e filiação. Também é importante acompanhar comunicados oficiais sobre validade da CIN, atualização de foto e regras para reemissão em situações como mudança de nome, alteração de estado civil ou correção de erro, solicitando nova via sempre que houver mudança relevante na vida civil.

