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Inteligência Artificial e o inconsciente: o mito da liberdade no consumo

Renata Nunes Por Renata Nunes
13/09/2025
Em Curiosidades, Especial, Exclusivas, NACIONAL, Saúde, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Vivemos em uma era em que a Inteligência Artificial ultrapassou o papel de simples ferramenta tecnológica para se tornar parte invisível do nosso cotidiano. “O que parece apenas conveniência esconde algo muito mais profundo, um impacto direto no inconsciente”, afirma o psicanalista e mentor Júnior Silva. Nesse contexto, o consumo passa a ser não apenas escolha, mas consequência de influências invisíveis.

A psicanálise mostra que o sujeito nunca se conhece por completo, pois existe um território oculto de desejos e forças inconscientes. “Quando essa dimensão se encontra com sistemas capazes de analisar cada clique e cada palavra, o que está em jogo não é apenas a privacidade. É a própria forma como passamos a nos constituir como sujeitos”, explica Silva. Assim, o consumo se transforma em reflexo de comandos sutis que muitas vezes não percebemos.

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Como os algoritmos e a inteligência artificial moldam o consumo?

De acordo com Júnior Silva, “hoje, grande parte dos desejos já não nasce apenas daquilo que sentimos de forma espontânea. Eles são moldados por sugestões invisíveis que chegam até nós como se fossem escolhas livres”. O vídeo recomendado, o anúncio exibido no momento certo ou a música ‘perfeita’ sugerida para o estado emocional são exemplos claros desse mecanismo.

Por outro lado, esse tipo de vigilância não se dá por imposição, mas por sedução. A promessa de conveniência e prazer imediato reforça comportamentos de compra, criando um ciclo no qual o sujeito acredita estar no comando, mas já foi conduzido por estímulos prévios. Nesse cenário, a Inteligência Artificial atua como mediadora do desejo de consumo.

A privacidade ainda existe?

Silva destaca que “a discussão sobre privacidade não pode ser reduzida a aspectos legais ou tecnológicos. A privacidade é, antes de tudo, um espaço psíquico”. Ao ser invadido por algoritmos que categorizam e sugerem comportamentos de consumo, o indivíduo perde parte de sua singularidade e se adapta a padrões fabricados em massa. “Estamos diante de uma violação da intimidade do desejo“, avalia.

Essa invasão gera um efeito prático: consumidores passam a se identificar com modelos criados artificialmente, acreditando que expressam autenticidade, quando na verdade estão apenas reproduzindo padrões previamente calculados. O risco, segundo Silva, é a fabricação de desejos em escala industrial.

Exemplos que revelam a manipulação

Casos como o da Cambridge Analytica, em 2018, mostraram o poder do uso de dados para manipular decisões. O mesmo ocorre no consumo, mensagens direcionadas exploram medos e inseguranças para induzir escolhas. Plataformas como TikTok e YouTube ampliam esse efeito. “O usuário pensa que decide, mas muitas vezes está apenas reagindo a comandos invisíveis”, observa o psicanalista.

Esse processo tem efeitos concretos. Jovens, por exemplo, passam horas imersos em vídeos, consumindo conteúdos e produtos que reforçam comparações, ansiedade e sintomas de vazio. “As compras impulsivas e o sentimento de desconexão de si mesmo são expressões desse fenômeno“, explica.

Para Silva, “talvez estejamos vivendo o sintoma de uma era em que o desejo foi terceirizado para a máquina”. Esse sintoma aparece no medo de perder tendências, na incapacidade de desconectar e na dúvida sobre o que realmente desejamos. Em outras palavras, o consumo passou a refletir não apenas vontades próprias, mas um bombardeio invisível de estímulos.

Como recuperar autonomia?

A saída não está em rejeitar a tecnologia, mas em desenvolver consciência crítica sobre seus efeitos. “A grande questão não é rejeitar a tecnologia. É impossível voltar atrás. A pergunta é: como recuperar nossa posição de sujeito diante dessa avalanche de estímulos?”, questiona Silva.

A Inteligência Artificial pode ser aliada, desde que o indivíduo não abdique de refletir sobre seus impactos. Afinal, privacidade e desejo não dizem respeito apenas à proteção de dados, mas ao que estamos nos tornando como consumidores e sujeitos.

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