Conhecido mundialmente como o “expresso mais lento do mundo”, o Glacier Express oferece uma jornada visual que desafia a lógica da pressa moderna. Durante oito horas inesquecíveis, esse trem panorâmico conecta Zermatt a St. Moritz, revelando o coração intocado dos Alpes Suíços através de janelas panorâmicas gigantes que invadem o teto do vagão.
Por que ele é chamado de “o expresso mais lento do mundo”?
O apelido curioso não foi um acidente, mas uma jogada de mestre criada em 1982. Com a abertura do Túnel de Base de Furka, a operadora transformou a baixa velocidade média (cerca de 36 km/h) em seu maior trunfo turístico.
A ideia é simples: a paisagem é tão deslumbrante que passar rápido por ela seria um desperdício. Desde sua viagem inaugural em junho de 1930, a rota encanta viajantes, mas foi essa reformulação de marketing que a tornou um ícone global de “slow travel”.

Qual a altitude real que o trem alcança?
É importante alinhar a expectativa: embora as vistas alcancem picos famosos de 4.000 metros (como o icônico Matterhorn), o trem em si não chega a essa altura. O ponto culminante dos trilhos é o Passo Oberalp, a 2.033 metros de altitude.
De acordo com o site oficial do turismo suíço (MySwitzerland), é neste topo que o trem parece “atravessar as nuvens”, navegando por uma atmosfera rarefeita antes de descer para os vales profundos.
Um Patrimônio Mundial da UNESCO sobre trilhos
A construção dessa linha férrea é um triunfo técnico tão impressionante que parte do trajeto (as linhas Albula e Bernina) foi declarada Patrimônio Mundial da UNESCO em 2008. A engenharia suíça brilha ao vencer a geografia acidentada com harmonia.
Conforme dados da Wikipedia sobre o Glacier Express, a composição atravessa exatas 291 pontes e 91 túneis. O destaque absoluto é o Viaduto Landwasser, uma curva de pedra dramática que projeta o trem diretamente para dentro de um túnel em um penhasco vertical.
O conforto é levado a sério. As janelas superdimensionadas foram projetadas para eliminar a barreira entre o passageiro e a natureza. Para você entender a logística e ver como é a comida a bordo, selecionamos um guia completo do canal Aplins in the Alps, especialistas em turismo suíço com mais de 95 mil inscritos:
Principais paradas e destaques do roteiro
O trajeto completo é uma aula de geografia suíça. Abaixo, organizamos os pontos imperdíveis:
| Localização | Destaque Visual | O que observar |
|---|---|---|
| Zermatt | Montanha Matterhorn | O pico em forma de pirâmide mais famoso do país |
| Andermatt | Passo Oberalp | O ponto mais alto da viagem (2.033 m) |
| Filisur | Viaduto Landwasser | A ponte curva que é cartão-postal da UNESCO |

Regras de ouro e dicas práticas para a viagem
Para evitar surpresas na hora do embarque, fique atento a estas restrições e benefícios específicos do Glacier Express:
- Swiss Travel Pass: A boa notícia é que o passe cobre integralmente o valor do bilhete do trem, sendo necessário pagar apenas a taxa de reserva de assento (que é obrigatória).
- Bagagem: Devido ao espaço limitado e foco no conforto visual, recomenda-se levar apenas uma bagagem por pessoa.
- Animais: Diferente dos trens regionais suíços onde cães são bem-vindos, no Glacier Express não são permitidos animais a bordo (devido ao serviço de refeições e carpete fechado).
Uma janela para a alma da Suíça
Viajar no Glacier Express não é apenas sobre ir de Zermatt a St. Moritz. É uma experiência contemplativa que reconecta o viajante com a grandiosidade da natureza, provando que, às vezes, viajar devagar é a única forma de ver tudo o que importa.