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O país com mais carros que pessoas: onde as máquinas superam os habitantes e o trânsito é um problema de primeiro mundo

Vitor Por Vitor
23/02/2026
Em Cidades

Cercada pela Itália por todos os lados, San Marino é uma república independente de apenas 61 km² encravada nos Montes Apeninos. Fundada em 301 d.C., é considerada a república mais antiga do mundo em funcionamento contínuo. E tem um detalhe que nenhum outro país no planeta pode reivindicar: há mais carros registrados do que habitantes.

O único país do mundo com mais carros que gente

São 1.606 veículos para cada mil habitantes, segundo dados de 2026 do World Population Review. Isso significa, na prática, que cada adulto tem em média 1,6 carro registrado no nome. A explicação está na combinação de três fatores: alta renda per capita, paixão cultural pelo automóvel herdada da vizinhança italiana e um regime tributário tão favorável que italianos e europeus cruzam a fronteira para comprar carros aqui, registrá-los em San Marino e depois levá-los para casa.

O resultado é uma curiosidade estatística que virou cartão de visita. Mas o que realmente prende o visitante em San Marino não são os carros. São as pedras, as torres e a sensação de andar por uma cidade que parou no tempo medieval.

Créditos: depositphotos.com / Hackman

O que ver no alto do Monte Titano?

Toda a vida turística de San Marino se concentra na Città di San Marino, a capital medieval no topo do Monte Titano, a 739 metros de altitude. O centro histórico e o monte foram inscritos como Patrimônio Mundial da UNESCO em 2008, reconhecidos como testemunho vivo de uma república livre desde a Idade Média.

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O roteiro principal conecta as três torres que coroam os picos do monte. São elas:

  • Torre Guaita: a mais antiga, do século XI, com muralhas e mirante acessível ao público. É a mais fotografada e o símbolo do país.
  • Torre Cesta: no ponto mais alto do monte, abriga o Museu de Armas Antigas com mais de 1.500 peças. Vista espetacular da costa adriática em dias claros.
  • Torre Montale: a menor e mais isolada, do século XIV. Não tem acesso interno, mas a caminhada até ela vale pela paisagem dos vales do Montefeltro.

O bilhete cumulativo de €8 dá acesso às torres e aos principais museus estatais. Quem prefere só caminhar pode percorrer gratuitamente a trilha panorâmica que liga as três torres pelo cume do monte.

San Marino, Itália // Créditos: depositphotos.com / Hackman

Quais outras atrações explorar na república medieval?

Além das torres, a cidade reserva surpresas para quem explora as ruelas de paralelepípedo com calma. Todas as atrações ficam a poucos minutos a pé umas das outras.

  • Palazzo Pubblico: sede do governo, na Piazza della Libertà. Funciona de segunda a domingo, das 9h às 17h. Duas vezes por ano, em 1º de abril e 1º de outubro, a praça vira palco da cerimônia de posse dos Capitães Regentes, os dois chefes de Estado eleitos a cada seis meses.
  • Basílica di San Marino: neoclássica, do século XIX, guarda as relíquias do fundador da república. Entrada livre.
  • Museu da Tortura: coleção de instrumentos medievais com contexto histórico detalhado. Para estômagos preparados.
  • Carimbo no passaporte: o posto de turismo oferece, por €5, um carimbo com o selo oficial de San Marino. Simbólico, mas muito popular entre viajantes.

Quem quer explorar o país mais antigo do mundo, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Estevam Pelo Mundo, que conta com mais de 1,7 milhão de inscritos, onde Estevam mostra como é a vida e o turismo em San Marino:

A melhor época para subir o Monte Titano

San Marino funciona bem em quase qualquer época, mas o verão concentra mais movimento nas ruelas estreitas. Para aproveitar com mais tranquilidade, os meses de março a maio e de setembro a outubro oferecem clima agradável, menos gente e visibilidade ideal para as vistas do Monte Titano.

O inverno é frio e, com gelo nas estradas montanhosas, exige atenção. A neve transforma o cenário, mas dificulta o acesso. Quem quiser presenciar a cerimônia de troca dos Capitães Regentes deve planejar a viagem para o 1º de abril ou o 1º de outubro: as ruas ficam decoradas com bandeiras e a cidade inteira participa do ritual.

Como chegar à república mais antiga do mundo?

San Marino não tem aeroporto próprio. O acesso mais prático é por Rimini, cidade italiana a cerca de 25 km: de lá, ônibus da Bonelli Bus partem regularmente e chegam ao centro histórico em aproximadamente 40 minutos, com bilhete de €6 por trecho. O serviço opera diariamente e os bilhetes podem ser comprados diretamente com o motorista.

Quem viaja de carro pela Itália pode incluir San Marino numa rota entre Bolonha e Pesaro. Subir as estradas sinuosas até o topo do Monte Titano já faz parte da experiência. Dentro da capital, tudo é feito a pé. Prefira sapatos confortáveis: são muitas subidas e descidas nas pedras medievais.

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A república dos carros merece a visita

San Marino é pequena o suficiente para conhecer em um dia, mas rica o bastante para fazer você querer ficar mais. A combinação de arquitetura medieval preservada, vistas inesquecíveis dos Apeninos e aquele detalhe estatístico improvável cria um destino que dificilmente sai da memória.

Vale a pena desviar da rota italiana para subir o Monte Titano e entender por que essa minúscula república sobreviveu mais de 1.700 anos cercada de vizinhos muito maiores.

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