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A metrópole antiga engolida por 6 metros de cinzas vulcânicas que preservou os últimos momentos de 2000 habitantes sob a terra

Vitor Por Vitor
14/03/2026
Em Cidades

O cheiro de enxofre e uma nuvem em forma de pinheiro foram os últimos sinais que Pompeia recebeu antes de desaparecer. Em 79 d.C., o Monte Vesúvio sepultou a cidade sob metros de cinzas vulcânicas e transformou um centro comercial vibrante da Campânia, no sul da Itália, no sítio arqueológico mais completo do mundo antigo.

Qual foi a real potência da erupção do Vesúvio?

O vulcão lançou rocha derretida, pedra-pomes e cinzas a uma taxa de 1,5 milhão de toneladas por segundo. A coluna de detritos alcançou 33 km de altitude e liberou energia térmica equivalente a 100 mil vezes a das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki. A erupção durou dois dias e atingiu Pompeia já na primeira tarde, quando fragmentos de cinza e pedra-pomes começaram a cobrir a cidade a uma velocidade de 15 cm por hora.

Na manhã do dia seguinte, o cenário piorou. A coluna vulcânica colapsou sob o próprio peso e gerou fluxos piroclásticos, ondas de gás superaquecido e rocha pulverizada que avançaram a mais de 160 km/h. As temperaturas dentro dessas ondas variaram entre 200 °C e 500 °C. Quem ainda permanecia na cidade morreu em segundos por choque térmico.

Pompeia, a metrópole perdida // (imagem ilustrativa)
Pompeia, a metrópole perdida // (imagem ilustrativa)

O jovem de 17 anos que escreveu o primeiro relato vulcânico da história

Plínio, o Jovem, estava em Miseno, a 29 km do vulcão, do outro lado da Baía de Nápoles. Tinha 17 anos quando viu a nuvem gigantesca subir do Vesúvio e descreveu sua forma como um tronco que se abria em galhos, semelhante a um pinheiro. Cerca de 25 anos depois, ele registrou tudo em duas cartas ao historiador Tácito.

Essas cartas se tornaram o primeiro relato escrito de uma erupção explosiva. Foram tão detalhadas que os vulcanólogos batizaram esse tipo de fenômeno de “erupção pliniana” em sua homenagem. Plínio, o Velho, tio do escritor e comandante da frota romana, morreu ao tentar resgatar sobreviventes na costa de Estábia, sufocado pelos gases tóxicos.

Como cinzas vulcânicas preservaram os últimos gestos de uma cidade

Pompeia ficou soterrada sob 4 a 6 metros de cinzas e pedra-pomes. A ausência de ar e umidade impediu a deterioração dos materiais por quase dois milênios. Quando os corpos se decompuseram dentro da camada vulcânica endurecida, deixaram cavidades ocas com os esqueletos no interior, como moldes naturais.

Em 1863, o arqueólogo Giuseppe Fiorelli percebeu que podia preencher essas cavidades com gesso líquido. Depois de seco, bastava remover a rocha ao redor para revelar a forma exata das vítimas no momento da morte. A técnica produziu pouco mais de cem moldes desde então, incluindo figuras em posição de fuga, casais abraçados e até um cão acorrentado. O mesmo método também recuperou portas, escadas e objetos de madeira que há muito haviam se desintegrado.

Pompeia, a metrópole perdida // (imagem ilustrativa)
Pompeia, a metrópole perdida // (imagem ilustrativa)

Dentes quase perfeitos e o que a tomografia revelou sob o gesso

Em 2015, uma equipe multidisciplinar do Parque Arqueológico de Pompeia realizou tomografias computadorizadas em 30 dos moldes restaurados. O resultado surpreendeu: os pompeianos não tinham praticamente nenhuma cárie. A ortodontista Elisa Vanacore classificou a dentição das vítimas como quase perfeita.

A explicação combina dois fatores. A dieta local era rica em frutas, vegetais e fibras, com quase nenhum açúcar refinado, algo semelhante ao que hoje se chama de dieta mediterrânea. O segundo fator é geológico: a água e o ar da região vulcânica continham altos níveis de flúor, o mesmo elemento que dezenas de países adicionam à água tratada para proteger os dentes. As tomografias também revelaram joias ocultas dentro do gesso, fraturas cranianas causadas por escombros e até um amuleto de ouro no corpo de uma criança de 3 a 5 anos.

Descobertas recentes que reescrevem o que se sabia sobre Pompeia

Escavações entre 2024 e 2025 trouxeram achados que ampliaram o conhecimento sobre a cidade e a catástrofe. Em maio de 2024, arqueólogos revelaram uma sala de paredes azuis de cerca de 8 metros quadrados, interpretada como um sacrarium, espaço dedicado a rituais e à guarda de objetos sagrados. A cor azul é rara nas escavações e costuma indicar ambientes de grande importância decorativa.

No mesmo ano, desenhos a carvão feitos por crianças foram encontrados em paredes não rebocadas de uma residência. Os traços, entre 15 e 50 cm de altura, retratavam gladiadores, caçadores e aves de rapina. Pesquisadores da Universidade de Nápoles Federico II concluíram que as cenas provavelmente reproduziam eventos reais assistidos pelas crianças. Em paralelo, um estudo publicado pelo Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) e pelo Parque Arqueológico demonstrou que terremotos simultâneos à erupção derrubaram paredes já sobrecarregadas, matando vítimas antes mesmo de os fluxos piroclásticos chegarem.

Em 2025, a Archaeology Magazine incluiu entre as dez maiores descobertas do ano uma sala de banquetes na Regio IX, com afrescos quase em tamanho real de figuras do cortejo de Dionísio, datados entre 40 e 30 a.C. Já em março de 2026, uma nova exposição permanente na Palestra Grande passou a exibir mais de 20 moldes de gesso nunca antes mostrados ao público.

Quem se interessa por arqueologia e mistérios da história, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Fatos Desconhecidos, que conta com mais de 580 mil visualizações, onde Ivan Lima mostra a trágica destruição de Pompeia, na Itália, pelo vulcão Vesúvio:

 

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Um terço da cidade ainda espera sob a terra

Cerca de dois terços dos 44 hectares do sítio arqueológico já foram escavados, segundo a UNESCO, que inscreveu Pompeia como Patrimônio Mundial em 1997 junto com Herculano e Torre Annunziata. O terço restante permanece intacto sob o solo, e os arqueólogos não têm pressa em desenterrá-lo. Técnicas futuras poderão extrair informações que os métodos atuais ainda não conseguem captar.

Enquanto isso, a conservação do que já foi exposto é um desafio constante. Chuvas, erosão, turismo intenso e até bombardeios da Segunda Guerra Mundial danificaram estruturas ao longo das décadas. O parque recebe aproximadamente 2,5 milhões de visitantes por ano e, desde novembro de 2024, opera com ingressos nominativos e limite diário de 20 mil acessos para proteger o patrimônio.

Uma cidade que fala mesmo depois de dois milênios

Pompeia não é apenas ruína. É um arquivo vivo de como romanos comuns viviam, comiam, decoravam suas casas e enfrentavam o medo. Cada escavação acrescenta uma página a uma história que a própria catástrofe se encarregou de preservar com precisão improvável.

Você precisa caminhar por aquelas ruas de pedra e sentir que, a cada esquina, alguém ainda tem algo para contar.

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