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A enigmática cidade montanhosa pintada inteiramente de azul que se tornou um labirinto monocromático no meio do deserto

Vitor Por Vitor
13/03/2026
Em Cidades

Encravada nas Montanhas do Rif, no norte do Marrocos, Chefchaouen cobre ruas, escadarias e fachadas inteiras com dezenas de tons de azul. A tradição atravessa mais de cinco séculos e até hoje ninguém concorda sobre a verdadeira razão.

A fortaleza de 1471 que se tornou refúgio para exilados

A história começa com uma guerra. Em 1471, Moulay Ali ibn Rachid ergueu uma pequena fortaleza entre dois picos montanhosos para conter os ataques portugueses no litoral norte do Marrocos. A construção é a Kasbah que existe até hoje no centro da cidade, cercada por muralhas de taipa reforçadas por dez torres. O nome Chefchaouen vem da junção do árabe “Shaf” (olhar) com o berbere “Echaouen” (chifres), numa referência aos dois picos que enquadram a cidade: “olhe os chifres”.

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Com a Reconquista espanhola e a expulsão de mouros e judeus da Península Ibérica no final do século XV, a vila se transformou em refúgio. Famílias muçulmanas andaluzas e judeus sefarditas trouxeram técnicas de construção, gastronomia e tradições religiosas que moldaram a identidade do lugar. O isolamento era tão profundo que, até 1920, forasteiros, especialmente cristãos, eram proibidos de entrar na cidade sob pena de morte. Quando a Espanha ocupou a região, encontrou sefarditas que ainda falavam uma versão arcaica do castelhano do século XV.

 

Chefchaouen une a tradição de mais de cinco séculos ao mistério das teorias que tentam explicar sua cor icônica // (imagem ilustrativa)

Por que toda a cidade é pintada de azul?

Essa é a pergunta que todo visitante faz e nenhum morador responde da mesma forma. A teoria mais difundida atribui a tradição aos judeus sefarditas. Para eles, o azul representa o céu e a presença divina. Na Bíblia, os israelitas recebiam ordens de tingir um dos fios do talit (xale de oração) de azul. Ao pintar as casas, os sefarditas mantinham viva essa conexão espiritual.

Há quem defenda explicações práticas: a cor afastaria mosquitos ou manteria as casas mais frescas no verão. Outros dizem que o azul é uma homenagem às variações do Mediterrâneo ou à nascente Ras el-Maa, de onde os moradores coletam água até hoje. Um detalhe curioso: durante muito tempo, apenas o bairro judeu era azul. A Medina era branca. O momento exato em que toda a cidade adotou a cor permanece um mistério. O que se sabe é que hoje o governo local distribui tintas aos moradores para garantir a manutenção das fachadas, consciente de que o azul se tornou a principal fonte de receita turística.

O labirinto cerúleo que preserva cinco séculos de arquitetura

A Medina de Chefchaouen foi construída no século XV e se expandiu ao redor da Kasbah original. As ruas formam um labirinto de vielas estreitas onde cada esquina revela portas de madeira entalhada, arcos mouriscos e vasos de flores que quebram a monocromia com toques de laranja e verde. A arquitetura mistura influências andaluzas e berberes de um jeito que não se repete em nenhuma outra cidade marroquina.

A Kasbah, convertida em museu etnográfico, expõe armas, bordados, instrumentos musicais e cerâmicas que contam a história da região. Do topo das muralhas, a vista panorâmica mostra o tapete azul da Medina contra o verde das montanhas. Ao lado, a Grande Mesquita se destaca pelo minarete octogonal, formato incomum no Marrocos, onde a maioria dos minaretes é quadrada. A construção data do século XV e reflete a influência dos exilados andaluzes que ergueram a cidade.

Chefchaouen brilha como o refúgio fundado no século 15 que se tornou um dos cenários mais fotografados do norte da África // (imagem ilustrativa)

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O que explorar dentro e nos arredores da Pérola Azul

Chefchaouen oferece atrações que vão do labirinto urbano às montanhas do Rif. Os destaques se concentram na Medina e em trilhas acessíveis a partir do centro:

  • Praça Uta el-Hammam: coração da Medina, cercada pela Kasbah e pela Grande Mesquita. Cafés servem o tradicional chá de hortelã com vista para a praça.
  • Nascente Ras el-Maa: queda d’água nos limites da Medina onde moradores lavam roupas e coletam água. É também o ponto de encontro social da cidade.
  • Mesquita Espanhola (Bouzafer): construída na década de 1920 durante a ocupação espanhola. Nunca foi usada como mesquita. O mirante no alto do morro oferece a melhor vista do pôr do sol sobre a cidade azul.
  • Cachoeiras de Akchour: a 30 km, dentro do Parque Nacional de Talassemtane, área de 589 km² que integra a Reserva da Biosfera Intercontinental do Mediterrâneo reconhecida pela UNESCO. A trilha de 5,5 km (ida e volta) leva à grande cachoeira e à Ponte de Deus, um arco natural de pedra sobre o rio.
  • Souks da Medina: tapetes berberes com padrões geométricos, cerâmicas pintadas à mão, peças em prata e montes de pigmentos coloridos que contrastam com o fundo azul. As lojas são menos agressivas que em Marrakech ou Fez.

Quem deseja explorar o Marrocos, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Alvaro Garnero – Além das Fronteiras, que conta com mais de 46 mil visualizações, onde Alvaro Garnero mostra as ruas encantadoras de Chefchaouen, a famosa cidade azul:

Quando visitar a cidade entre as montanhas do Rif

O clima de Chefchaouen é mais ameno que o restante do Marrocos graças à altitude e à proximidade do Mediterrâneo. Primavera e outono são as épocas ideais. A tabela resume as condições ao longo do ano:

Estação Meses Temperatura Chuva O que fazer
Primavera Mar-Mai 12-24 °C Média Trilhas em Akchour e souks floridos
Verão Jun-Ago 20-34 °C Baixa Medina pela manhã e nascente Ras el-Maa
Outono Set-Nov 14-26 °C Média Fotografia com luz dourada e clima ameno
Inverno Dez-Fev 5-16 °C Alta Kasbah e chá de hortelã nos cafés da praça

Temperaturas aproximadas. Condições podem variar conforme a altitude.

A cidade que pinta o céu nas paredes

Chefchaouen sobreviveu a invasões portuguesas, abrigou exilados de dois continentes e passou séculos fechada para o mundo exterior. O azul que começou como gesto de fé de uma comunidade perseguida virou identidade de toda a cidade. Cinco séculos depois, ninguém sabe ao certo por que pintaram tudo, mas ninguém quer parar.

Você precisa subir as montanhas do Rif e se perder nesse labirinto azul, onde cada viela guarda uma história que os moradores contam com um copo de chá de hortelã na mão.

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