O cenário logístico do Nordeste está prestes a mudar com o avanço da ponte Salvador-Itaparica, um projeto que aguarda décadas para sair do papel. Com o apoio decisivo de investidores e tecnologia da China, a construção promete ser um marco de engenharia e cooperação internacional em solo baiano.
O impacto da parceria entre Bahia e China na infraestrutura da ponte
A formalização dessa cooperação ocorreu durante o III Fórum Bahia-China, em novembro de 2025, com a presença da cônsul-geral Tian Min. O governo chinês demonstrou interesse direto em aprofundar as relações institucionais, conforme destacado em comunicado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
O governador Jerônimo Rodrigues confirmou que os preparativos estão em fase de mobilização, com a montagem dos canteiros de obras prevista para ocorrer em Maragogipe. A expectativa é que o trabalho pesado comece efetivamente em junho de 2026.
Para detalhar a magnitude deste projeto, selecionamos o conteúdo do canal iG, que conta com mais de 449 mil inscritos. No vídeo a seguir, é possível entender como a injeção de capital chinês vai viabilizar a construção da maior ponte da América Latina:
Engenharia de proporções gigantescas sobre o mar com a ponte
Esta será a maior ponte da América Latina, estendendo-se por impressionantes 12,4 km sobre a Baía de Todos-os-Santos. O projeto utiliza um sistema de vão estaiado de 900 metros para permitir a navegação, exigindo um investimento orçado em R$ 11 bilhões.
Confira os números que definem a magnitude desta obra:
| Item | Dados do Projeto |
|---|---|
| Extensão Total | 12,4 quilômetros |
| Redução de Tempo | De 2h30 para apenas 15 minutos |
| Investimento Orçado | Cerca de R$ 11 bilhões |
| Início das Obras | Junho de 2026 |

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O fim das filas e a revolução logística na Ilha
Atualmente, o deslocamento entre a capital e a ilha depende do sistema de Ferry-Boat ou de uma longa volta pelo recôncavo baiano. A ponte Salvador-Itaparica vai encurtar distâncias em até 250 km e destravar o desenvolvimento econômico de toda a região, facilitando o transporte de cargas e o turismo.
Os principais benefícios esperados com a conclusão da ponte incluem:
- Economia de tempo: Viagens que levavam horas serão feitas em apenas 15 minutos;
- Desenvolvimento regional: Estímulo à economia da Ilha de Itaparica e cidades vizinhas;
- Sistema viário: Criação de 30 km de novas vias até a Ponte do Funil;
- Atração de investimentos: Novos negócios impulsionados pela facilidade de acesso.
Por que a China investe tanto na Bahia?
O interesse asiático vai além da construção civil. A China enxerga na Bahia um parceiro estratégico para projetos de logística e energia verde. A ponte é considerada uma peça fundamental para integrar as cadeias produtivas e fortalecer a presença chinesa em grandes projetos de infraestrutura no Brasil.
Com a união de capitais e tecnologia de ponta, a maior obra do Nordeste deixa de ser uma promessa de 50 anos para se tornar uma realidade física que moldará o futuro econômico baiano a partir de 2026.

