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Usiminas surpreende: “mineração sustentando o resultado” diz analista

A Usiminas (USIM5) registrou um lucro líquido de R$ 337 milhões no primeiro trimestre de 2025 (1T25), número 845% superior ao reportado no mesmo período de 2024, quando a companhia lucrou R$ 35,6 milhões. O resultado veio acima da projeção de R$ 225 milhões, conforme estimativa da pesquisa LSEG, impulsionado pelo desempenho operacional e pela reversão no resultado financeiro.

O Ebitda ajustado da companhia somou R$ 733 milhões entre janeiro e março, alta de 76% em relação ao 1T24. Com isso, a margem Ebitda ajustada chegou a 11%, quatro pontos percentuais acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

A receita líquida da Usiminas alcançou R$ 6,858 bilhões no trimestre, representando um crescimento de 10% em relação aos três primeiros meses de 2024.

Reversão financeira e aumento da alavancagem

No campo financeiro, a companhia reportou resultado financeiro líquido positivo de R$ 20 milhões, revertendo as perdas de R$ 299 milhões observadas no 1T24. O desempenho contribuiu para a melhora do lucro líquido e foi um dos destaques do balanço.

Apesar dos bons números operacionais, a dívida líquida da Usiminas cresceu 343% em comparação com o mesmo período de 2023, totalizando R$ 1,371 bilhão ao fim de março. O indicador de alavancagem (dívida líquida/Ebitda ajustado) subiu para 0,71 vez, ante 0,22 vez no ano anterior.

Perspectivas para o 2T25 de Usiminas

A companhia indicou estabilidade nas vendas da unidade de siderurgia no segundo trimestre, com expectativa de manter o volume próximo ao registrado entre janeiro e março. Em relação à receita líquida por tonelada, a previsão é de estabilidade sequencial, com alta de preços voltada ao setor automotivo, especialmente nas entregas para montadoras.

Opinião

O analista de investimentos Pedro Galdi, da plataforma AGF, avalia que o resultado da Usiminas no 1T25 reforça a importância estratégica do braço de mineração para a companhia. Segundo ele, o desempenho robusto da unidade, impulsionado por maior volume, preços médios mais elevados e redução de custos logísticos, compensou a pressão competitiva no setor de siderurgia, especialmente diante das importações chinesas.

“A mineração segue sustentando os números consolidados da empresa. Ainda assim, o aumento da alavancagem financeira e os desafios no mercado interno de aço trazem um sinal de alerta para os próximos trimestres”, afirma Galdi.

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Trabalhador da Usiminas em Ipatinga