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IPCA recua em agosto: “efeito temporário” destacam economistas

Renata Nunes Por Renata Nunes
10/09/2025
Em Análises

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou queda de 0,11% em agosto, após alta de 0,26% em julho, segundo o IBGE. Com isso, o índice acumula alta de 3,15% em 2025 e de 5,13% nos últimos 12 meses, abaixo dos 5,23% do período imediatamente anterior. Em agosto de 2024, a taxa havia sido de -0,02%.

O resultado negativo foi influenciado por cinco dos nove grupos pesquisados, com destaque para Habitação (-0,9%), Alimentação e bebidas (-0,46%) e Transportes (-0,27%). Por outro lado, Educação (0,75%), Saúde e cuidados pessoais (0,54%) e Vestuário (0,72%) apresentaram altas, compensando parcialmente a deflação registrada nos itens de maior peso.

Por que a habitação teve a maior queda no IPCA?

O grupo Habitação registrou retração de 0,9%, o menor resultado para um mês de agosto desde a criação do Plano Real. A principal contribuição veio da energia elétrica residencial, que caiu 4,21% e exerceu impacto de -0,17 ponto percentual no índice geral. A queda ocorreu em razão da aplicação do chamado Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas em agosto, mesmo com a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

Alimentação em queda pelo terceiro mês no IPCA

O grupo Alimentação e bebidas caiu 0,46% em agosto, marcando o terceiro mês consecutivo de retração. A alimentação no domicílio recuou 0,83%, com destaque para reduções no preço do tomate (-13,39%), da batata-inglesa (-8,59%), da cebola (-8,69%), do arroz (-2,61%) e do café moído (-2,17%).

Enquanto isso, a alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,87% em julho para 0,50% em agosto. Os lanches tiveram alta de 0,83% e as refeições avançaram 0,35%, indicando um movimento de moderação nos preços praticados fora de casa.

Transportes também pressionam para baixo

O grupo Transportes recuou 0,27%, puxado pela queda de 2,44% nas passagens aéreas e de 0,89% nos combustíveis. Dentro do grupo, os preços da gasolina caíram 0,94%, o etanol recuou 0,82% e o gás veicular teve redução de 1,27%. O óleo diesel foi a única exceção, registrando alta de 0,16%.

Outro fator relevante foi a gratuidade concedida aos domingos e feriados no transporte urbano em Belém, que resultou em queda de 4,01% nas tarifas locais. Além disso, os reajustes no táxi tiveram impacto positivo, com aumentos de 24,53% em Belém e de 12,37% em São Paulo.

Quais grupos apresentaram altas em agosto?

No campo das elevações, o destaque ficou com o grupo Educação, que subiu 0,75% em razão dos reajustes em cursos regulares. Os subitens ensino superior (1,26%) e ensino fundamental (0,65%) foram os principais responsáveis. Também houve aumento nos cursos de idiomas, que avançaram 1,87%.

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Já Saúde e cuidados pessoais tiveram alta de 0,54%, influenciada por itens de higiene pessoal (0,80%) e planos de saúde (0,50%). O Vestuário registrou variação de 0,72%, puxado por roupas masculinas (0,93%) e calçados e acessórios (0,69%). Despesas pessoais subiram 0,40%, refletindo reajustes nos jogos de azar (3,60%) e queda em cinema, teatro e concertos (-4,02%) devido à semana promocional do cinema.

Entre as regiões pesquisadas, Vitória apresentou a maior alta (0,23%), impulsionada pela energia elétrica (+7,02%) e pela taxa de água e esgoto (+4,64%). Goiânia e Porto Alegre registraram as maiores quedas (-0,40%), influenciadas pela redução na energia elétrica residencial e na gasolina. Em São Paulo, que possui maior peso no cálculo do índice, a variação foi de 0,10%, acumulando 5,61% em 12 meses.

E o INPC?

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) caiu 0,21% em agosto. No ano, acumula 3,08% e, nos últimos 12 meses, 5,05%, abaixo dos 5,13% observados no período anterior. O resultado também foi pressionado pela queda nos alimentos (-0,54%) e pela retração nos preços da energia elétrica residencial em algumas regiões.

No recorte regional, Vitória registrou a maior alta (0,31%), enquanto o Rio de Janeiro apresentou a maior queda (-0,53%), influenciada pela energia elétrica (-6,08%) e pelo café moído (-4,93%). Em São Paulo, a variação foi de -0,09%, acumulando 5,72% em 12 meses.

Efeitos temporários marcam IPCA de agosto

Segundo Leonardo Costa, economista do ASA, o dado de agosto refletiu sobretudo efeitos temporários. “A deflação menor que o esperado na energia elétrica foi limitada pelo acionamento da bandeira vermelha 2“, destaca. Além disso, a surpresa nos núcleos de inflação veio dos bens industrializados, com alta em cuidados pessoais e vestuário, enquanto os descontos no setor de recreação, como a Semana do Cinema, reduziram artificialmente o índice. “Ainda que os serviços mostrem alguma desaceleração, a demanda doméstica segue pressionando os preços, o que indica que o alívio pode ser apenas passageiro“, avalia Costa.

Para André Matos, CEO da MA7 Negócios, a leitura do IPCA em agosto reforça a percepção de que o processo de desinflação segue firme, mesmo em um ambiente fiscal incerto e marcado pelo impacto do tarifaço dos Estados Unidos. “Os bens industriais e combustíveis tiveram comportamento benigno, mas os serviços permanecem como ponto de atenção, especialmente em alimentação fora de casa, transporte urbano e saúde“, observa. Na visão de Matos, os dados abrem espaço para discutir uma trajetória de juros mais suave no futuro, embora o Banco Central mantenha cautela devido ao risco fiscal e ao cenário internacional.

Na avaliação de Jorge Kotz, CEO da Holding Grupo X, a deflação de agosto dá um “respiro” imediato ao empresário, mas não deve ser encarada como tendência. “Os custos de energia e alimentação podem inverter rapidamente, exigindo gestão financeira eficiente e renegociação de dívidas“, destaca. Kotz avalia que o mercado tende a reagir de forma positiva ao dado, mas alerta que a instabilidade global pode voltar a pressionar custos e crédito. “Os empresários devem aproveitar a janela atual para transformar o alívio em eficiência duradoura“, avalia.

Já o economista Maykon Douglas considera que os resultados de agosto refletem fatores pontuais, e prevê a volta da pressão sobre os preços em setembro, com o fim do efeito do Bônus de Itaipu. “Mesmo com descontos temporários em recreação, os serviços subjacentes seguem pressionados, passando de 6,15% para 6,25% na média anualizada e dessazonalizada dos últimos três meses“, alerta. Segundo Douglas, a principal barreira para uma desinflação mais forte vem do mercado de trabalho aquecido, que continua impulsionando os preços de serviços intensivos em mão de obra.

Dado reforça necessidade de cautela do BC

De acordo com Rafael Cardoso, economista-chefe do Daycoval, a deflação veio em linha com a tendência, mas acima da expectativa da casa (-0,16%), refletindo principalmente a pressão maior em bens industriais e serviços. Ele destacou que, entre os baixistas, se sobressaíram os alimentos no domicílio, como carnes, arroz, feijão e hortifrutis, além da energia elétrica, impactada pelo bônus de Itaipu. Já no lado altista, vestuário, higiene, etanol e automóveis novos mostraram comportamento menos favorável. “O dado reforça a necessidade de cautela do Banco Central, sem alterar a projeção da Selic em 15% até o fim do ano, com inflação de 4,9%“, analisa o economista.

Na visão de Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, a leitura de agosto também surpreendeu parcialmente, com variação de -0,11% frente à projeção da Ativa de -0,20%. “O desvio foi pulverizado entre diferentes itens, com destaque para energia elétrica, vestuário e transporte por aplicativo“, analisa. Sanchez ressaltou que, apesar das surpresas no índice cheio, a composição dos núcleos permanece benigna, inclusive com serviços subjacentes registrando variação mais baixa que a projetada. Assim, avalia que o resultado não deve alterar significativamente a perspectiva de inflação anual em torno de 4,7%.

Para Rafael Perez, economista da Suno Research, a composição qualitativa ainda preocupa: serviços e serviços subjacentes seguem acelerando no acumulado em 12 meses, em níveis incompatíveis com a meta de inflação. “A Suno mantém a projeção de Selic em 15% ao ano, com estabilidade até 2026“, destaca.

Já Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, avaliou que o resultado de agosto não altera de forma significativa o planejamento do Banco Central. Para ele, o recuo já era esperado pelo mercado. “O Copom seguirá cauteloso, aguardando que o IPCA em 12 meses se aproxime de 4,5% antes de iniciar cortes na Selic“, destaca.

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