BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Índice Big Mac revela: a Argentina ainda é um destino barato?

Opinião Por Opinião
24/04/2025
Em Análises

Por Carlos Castro*

A Argentina passou por uma mudança em sua política cambial. Em abril de 2025, o governo de Javier Milei encerrou o “cepo cambial” — um conjunto de restrições que limitava o acesso ao dólar desde 2019 — e adotou um câmbio flutuante com bandas entre 1.000 e 1.400 pesos por dólar, ajustadas em 1% ao mês. A medida também extinguiu o limite mensal de US$ 200 que os argentinos podiam comprar no câmbio oficial. O objetivo do governo é estabilizar a economia, atrair investimentos, recompor as reservas do Banco Central e abrir caminho para um cenário de menor inflação e maior previsibilidade cambial.

Leia Mais

Radar detecta caverna com mais de 100 metros de profundidade na Lua que pode abrigar humanos no futuro

Radar detecta caverna com mais de 100 metros de profundidade na Lua que pode abrigar humanos no futuro

11 de abril de 2026
Com paredes de neve que podem chegar a 24 metros em pontos extremos, a estrada nos EUA corta a divisão continental e exige até dez semanas de escavação para ser aberta

Com paredes de neve que podem chegar a 24 metros em pontos extremos, a estrada nos EUA corta a divisão continental e exige até dez semanas de escavação para ser aberta

11 de abril de 2026

Segundo o governo e analistas de mercado, a nova política — alinhada a um pacote de US$ 20 bilhões acertado com o FMI — deve criar uma base mais sólida para o crescimento econômico no médio prazo. O Banco Central poderá intervir quando o câmbio ultrapassar os limites definidos pelas bandas, garantindo maior controle sobre a volatilidade.

Mas o que isso muda na prática para quem pretende visitar o país? E, afinal, ainda compensa fazer turismo na Argentina?

Uma forma simples de avaliar se o destino está caro ou barato é o Índice Big Mac, criado pela revista The Economist em 1986. A lógica é comparar o preço do sanduíche em diferentes países, usando a mesma base de produto, para medir o poder de compra de cada moeda. Quando o Big Mac custa menos que nos Estados Unidos, por exemplo, a moeda está desvalorizada; se custa mais, está sobrevalorizada.

Durante anos, o índice apontou que o peso argentino estava altamente desvalorizado, o que tornava a Argentina muito barata para turistas estrangeiros. No entanto, com a distorção cambial e a inflação acumulada, esse cenário mudou. Em dezembro de 2023, um Big Mac custava cerca de US$ 3,83 no país. Seis meses depois, em junho de 2024, o mesmo lanche já custava US$ 6,55 — valor superior ao dos EUA, onde custa US$ 5,69. Ou seja, segundo o índice, a Argentina passou a ser considerada “cara” em termos relativos.

O novo regime trará mais transparência e previsibilidade para quem viaja, mas retirará o “bônus” que o câmbio paralelo oferecia anteriormente. Antes, o turista brasileiro trocava reais por muitos pesos no mercado informal e encontrava preços locais muito acessíveis. Agora, com a unificação cambial, essa margem de economia praticamente desapareceu.

Ainda assim, visitar a Argentina pode valer a pena — desde que o turista se prepare financeiramente. O câmbio continua flutuando, a inflação segue alta e os preços internos foram reajustados. Planejamento se tornou essencial. Veja orientações práticas para se organizar:

  • Acompanhe o câmbio nos dias que antecedem a viagem: use aplicativos ou sites confiáveis para acompanhar a cotação do peso argentino. Se identificar um momento favorável, compre parte do montante em espécie.
  • Troque moeda aos poucos: como o câmbio é flutuante, dividir a troca de valores ao longo da viagem pode ser vantajoso.
  • Prefira pagamentos em pesos argentinos: restaurantes, hotéis e comércios locais normalmente cobram mais caro se o pagamento for feito em dólar ou real.
  • Evite depender apenas do cartão de crédito: o IOF e a cotação no fechamento da fatura podem tornar a viagem mais cara. Use o cartão de forma estratégica.
  • Monte um orçamento com margem extra: os preços mudam com frequência. Uma margem de segurança evita imprevistos.
  • Consulte preços atualizados de hospedagem e alimentação: muitos sites ainda têm valores defasados. Priorize fontes recentes.
  • Tenha um plano de emergência: leve uma reserva em reais ou dólares para eventuais imprevistos.

O Índice Big Mac mostra claramente que a Argentina não está mais “barata” como antes. Os preços subiram, o câmbio deixou de favorecer o turista como antigamente, e o real continua desvalorizado frente ao dólar. Isso torna a viagem mais cara em termos relativos.

Por outro lado, a Argentina continua sendo um destino com grande apelo cultural, gastronômico e natural. Buenos Aires, Mendoza, Bariloche e outras regiões ainda oferecem experiências únicas por um custo que, mesmo mais alto, pode ser mais acessível do que destinos europeus ou norte-americanos.

A era do turismo barato ficou para trás. O fim do câmbio paralelo e a adoção do regime flutuante tornaram os preços mais realistas — e, para muitos brasileiros, mais altos. O Índice Big Mac mostra o que o bolso já sente: a vantagem cambial sumiu.

Hoje, o diferencial não está mais no câmbio, mas na preparação. Quem viaja com orçamento definido, acompanhando as cotações e atento aos custos locais, ainda pode viver uma ótima experiência. Mas quem embarca sem planejamento, esperando encontrar a Argentina de antes, corre o risco de se frustrar.

O país segue valendo a pena, com bom custo-benefício — mas agora, só para quem se planeja.

*Coluna escrita por Carlos Castro, planejador financeiro pessoal, CEO e sócio fundador da plataforma de saúde financeira SuperRico

As opiniões transmitidas pelo colunista são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.

Leia mais colunas de opinião aqui.

Radar detecta caverna com mais de 100 metros de profundidade na Lua que pode abrigar humanos no futuro

Com paredes de neve que podem chegar a 24 metros em pontos extremos, a estrada nos EUA corta a divisão continental e exige até dez semanas de escavação para ser aberta

Com estrutura perfeitamente circular e cerca de 55 mil lugares, o estádio do Racing surge como uma das obras arquitetônicas mais singulares e vibrantes da Grande Buenos Aires

Copa do Mundo 2026 deve impulsionar audiência digital e intensificar disputa por atenção nas redes

Como fazer uma casa pequena parecer grande, gastar menos energia e valer mais no mercado sem reformar tudo do zero

A tecnologia que imprime paredes de concreto camada por camada e construiu uma casa de 93 metros quadrados em apenas 24 dias

Quem somos

A BM&C News é um canal multiplataforma especializado em economia, mercado financeiro, política e negócios. Produz conteúdo jornalístico ao vivo e sob demanda para TV, YouTube e portal digital, com foco em investidores e executivos.

São Paulo – Brasil

Onde assistir

Claro TV+ – canal 547
Vivo TV+ – canal 579
Oi TV – canal 172
Samsung TV Plus – canal 2053
Pluto TV

Contato

Redação:
[email protected]

Comercial:
[email protected]

Anuncie na BM&C News

A BM&C News conecta marcas a milhões de investidores através de TV, YouTube e plataformas digitais.

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA

COPYRIGHT © 2026 BM&C News. Todos os direitos reservados.