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Expectativa de lucro modesto marca balanço atrasado do Banco do Brasil

O Banco do Brasil (BBAS3) adiou a divulgação de seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2025 para esta quinta-feira, 15 de maio, após o fechamento do mercado. A alteração, inicialmente prevista para 13 de maio, deve-se à participação da presidente da instituição, Tarciana Medeiros, em uma missão oficial à China, acompanhando a comitiva do governo brasileiro em compromissos institucionais e comerciais.

O anúncio da distribuição de Juros sobre Capital Próprio (JCP) complementares, tradicionalmente realizado junto à divulgação dos resultados, também foi postergado para a mesma data. As demais datas do cronograma de pagamento permanecem inalteradas.

A teleconferência de resultados para analistas e investidores está agendada para sexta-feira, 16 de maio, às 9h (horário de Brasília).

Expectativas do mercado para Banco do Brasil

Analistas do mercado financeiro projetam um desempenho mais modesto para o Banco do Brasil no primeiro trimestre de 2025, interrompendo uma sequência de 16 trimestres consecutivos de crescimento anual do lucro. As estimativas de lucro líquido variam entre R$ 8,9 bilhões e R$ 9,6 bilhões, com uma rentabilidade (ROE) prevista entre 18,6% e 20,9%.

Entre os fatores que pressionam os resultados estão:

  • Inadimplência persistente no segmento agro, especialmente na cadeia da soja, impactando a qualidade da carteira de crédito;
  • Aumento das provisões, refletindo a adoção da Nova Resolução 4.966, que introduz o modelo de perdas esperadas;
  • Sazonalidade negativa típica do primeiro trimestre, com menor número de dias úteis e atividade econômica mais fraca, limitando o avanço das receitas;
  • Pressão no custo de captação, com alta da Selic e menor liquidez em comparação ao mesmo período de 2024.

Apesar dessas pressões, o Banco do Brasil deve manter um dividend yield atrativo, estimado entre 10,8% e 12% para o ano, o mais elevado entre os grandes bancos brasileiros.

Banco do Brasil: resultado sem surpresas

Apesar dessas pressões, o Banco do Brasil deve manter um dividend yield atrativo, estimado entre 10,8% e 12% para o ano, o mais elevado entre os grandes bancos brasileiros. Para Marco Saravalle, CIO da MSX Invest, o número do trimestre deve ser “saudável e forte”, ainda que sem grandes surpresas.

Ele projeta um lucro próximo de R$ 9,3 bilhões, em linha com o registrado no mesmo período do ano passado, mas destaca que o desempenho será mais contido do que o observado em outros bancos. Segundo Saravalle, o grande ponto de atenção está na carteira de crédito rural, que vem enfrentando desafios com a inadimplência e a recuperação judicial de empresas do agronegócio.

O mercado aguarda com expectativa os números do primeiro trimestre, que serão divulgados após o fechamento do mercado nesta quinta-feira. A apresentação dos resultados e a teleconferência com analistas e investidores ocorrerão na sexta-feira, 16 de maio, às 9h (horário de Brasília).

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