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Elon Musk: gênio visionário ou produto do capitalismo de Estado?

Fabio Ongaro Por Fabio Ongaro
11/03/2025
Em Análises

Elon Musk é uma das pessoas mais famosas e ricas do mundo, frequentemente disputando o topo dos rankings de fortuna. No entanto, sua riqueza não se limita apenas ao dinheiro. Ele também acumulou uma considerável influência global. Seu império empresarial abrange setores estratégicos que impactam diretamente a vida das pessoas, incluindo veículos elétricos, geração de energia para esses veículos, conexão via internet satelital, redes sociais e, por fim, mas não menos importante, exploração espacial e tecnologia militar.

Além disso, Musk atua em mercados derivados de suas atividades principais, como o comércio de créditos de carbono. A Tesla, por exemplo, vende créditos gerados por seus veículos elétricos para montadoras que não cumprem as regulamentações ambientais. Recentemente, ele foi escolhido pelo presidente Donald Trump para liderar uma task force focada na reforma dos gastos públicos, com o objetivo claro de reduzir despesas de forma expressiva.

Porém, vale lembrar que Musk construiu seu império com uma combinação de inovação, visão estratégica e substanciais subsídios públicos. Suas empresas – Tesla, SpaceX, SolarCity (agora parte da Tesla), entre outras – receberam bilhões de dólares em incentivos fiscais, contratos governamentais e subsídios diretos.

A oportunidade estratégica com incentivos públicos foi fundamental para o sucesso de suas empresas. No caso da Tesla, uma das principais fontes de receita da empresa foi a venda de créditos ambientais, também conhecidos como ZEV Credits (Zero Emission Vehicle Credits). Esses créditos foram gerados pelos veículos elétricos da marca e vendidos para outras montadoras que não cumpriam as regulamentações ambientais dos Estados Unidos. Com isso, a empresa conseguiu gerar bilhões de dólares, o que contribuiu significativamente para seu crescimento.

Além disso, a empresa recebeu considerável apoio financeiro do governo dos EUA. Em 2010, a Tesla obteve aproximadamente US$ 465 milhões em empréstimos do governo federal para o desenvolvimento do Model S, um carro elétrico inovador. Esse empréstimo foi quitado com sucesso em 2013, o que mostrou a viabilidade dos investimentos. A Tesla também se beneficiou de incentivos fiscais estaduais. Estados como Nevada, por exemplo, concederam bilhões de dólares em isenções fiscais para a construção da Gigafactory, uma das maiores fábricas de baterias e veículos elétricos do mundo, essencial para o modelo de negócios da Tesla.

No setor aeroespacial, a SpaceX fez uso de substanciais recursos públicos. A empresa recebeu mais de US$ 10 bilhões em contratos com a NASA para o desenvolvimento do foguete Falcon 9 e da cápsula Dragon, além de fornecer serviços de transporte espacial para a Estação Espacial Internacional (ISS). Esses contratos, fundamentais para o sucesso da SpaceX, permitiram que a empresa desenvolvesse uma das tecnologias mais avançadas da indústria aeroespacial. A SpaceX também se beneficiou de financiamento militar, com a Força Aérea e a Space Force dos EUA investindo na empresa para lançamentos de satélites e no desenvolvimento de sua tecnologia de foguetes, como o Starship, que promete revolucionar a exploração espacial.

A SolarCity, que foi adquirida pela Tesla em 2016, também recebeu  consideráveis incentivos públicos. A empresa, voltada para a instalação de sistemas de energia solar, obteve subsídios estaduais e federais significativos, o que permitiu à SolarCity expandir suas operações e tornar a energia solar mais acessível. Além disso, o estado de Nova York fez um investimento de quase US$ 1 bilhão para construir uma grande fábrica de painéis solares em Buffalo, que seria operada pela SolarCity. Esse acordo foi uma das iniciativas mais relevantes do setor público para apoiar o desenvolvimento de energia renovável no país.

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Embora em uma escala menor, outras empresas de Musk, como a The Boring Company e a Neuralink, receberam algum nível de apoio de governos locais e financiamento indireto. A Boring Company, que busca criar sistemas de transporte subterrâneo, e a Neuralink, que está desenvolvendo tecnologias neurais, têm seus projetos apoiados por diferentes fontes de financiamento, incluindo investidores privados, muitos dos quais, por sua vez, se beneficiam de incentivos públicos.

Nos últimos meses, com sua designação por Trump para a reforma dos gastos públicos, Musk passou a ser visto de forma diferente. O número de seus fãs cresceu, assim como o de seus críticos. Muitos o acusam de construir seu império utilizando dinheiro público, como se isso diminuísse sua capacidade como empreendedor ou caracterizasse uma vantagem indevida.

De fato, ele recebeu importantes financiamentos do governo americano, além de apoio do setor financeiro e privado. Como empresário, compreendo a luta constante por financiamento e condições vantajosas para impulsionar iniciativas. O bom funcionamento da economia pública e privada depende exatamente da capacidade do ecossistema econômico de alocar recursos nos mercados de forma eficiente e em projetos certos. Os resultados obtidos por Tesla, SpaceX e outras empresas de Musk demonstram que esses recursos foram bem direcionados.

Musk, sem dúvida, inovou, mas seu sucesso também foi viabilizado pelo grande suporte público. Ele soube utilizar incentivos e contratos governamentais para financiar o crescimento de suas empresas, transformando isso em produtos revolucionários. Até mesmo a venda de créditos de carbono, que representa uma parte significativa da margem não operacional da Tesla, está dentro das regras do mercado.

O essencial é compreender que Musk jogou conforme as “regras do jogo”, explorando ao extremo as oportunidades disponíveis dentro dos limites estabelecidos. Em um ambiente competitivo e desafiador, essa é a essência do empreendedorismo: aproveitar ao máximo os recursos e ofertas, sem ultrapassar os limites das regras.

*Coluna escrita por Fabio Ongaro, economista e empresário no Brasil, CEO da Energy Group e vice-presidente de finanças da Camara Italiana do Comércio de São Paulo – Italcam

As opiniões transmitidas pelo colunista são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.

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