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Brasil ensaia bull market, mas cenário exige cautela, avalia gestor

Com o Ibovespa renovando máximas históricas e acumulando ganhos expressivos em 2025, crescem as apostas de que o Brasil pode estar entrando em um novo bull market. No entanto, para Tato Barros, gestor da Fami Capital, o investidor precisa manter os pés no chão. Ele reconhece os sinais positivos, mas reforça que o ciclo só será confirmado se houver clareza sobre juros e política fiscal.

“A Bolsa brasileira tem performado muito bem, principalmente quando olhamos em dólar, após dois anos muito ruins em 2023 e 2024”, avalia Barros. Segundo ele, os ativos seguem baratos em termos históricos, o que abre espaço para valorização — desde que sustentada por fundamentos econômicos.

Bull market depende de política fiscal responsável

Mesmo com o otimismo recente, Barros lembra que a euforia só se sustenta se vier acompanhada de previsibilidade. “O mercado voltou a operar com base em dados e expectativas de queda de juros. A grande dúvida agora é se o ciclo de alta acabou de fato”, afirma.

Na área fiscal, os investidores ainda aguardam sinalizações mais firmes do governo. “Com a proximidade das eleições de 2026, será fundamental entender como as contas públicas serão conduzidas”, pontua o gestor.

Taxa de juros pode impulsionar o bull market

A Fami Capital vê o atual patamar da Bolsa como atrativo para quem busca aumentar a exposição à renda variável. No entanto, essa decisão deve vir acompanhada de monitoramento constante dos indicadores econômicos.

“Se houver um esforço real para lidar com o fiscal e a queda de juros for confirmada, há espaço para um ciclo positivo. Mas o investidor precisa estar atento e agir com cautela”, reforça Barros.

Bull market pode estar começando, mas não é hora de euforia

Na visão do gestor, há sinais consistentes de que o Brasil pode estar iniciando um bull market. No entanto, ele faz uma ressalva: sem avanços concretos na política econômica, o ciclo pode não se sustentar.

“Existe espaço para continuar subindo, sim, mas o mercado vai exigir entregas claras em termos de política monetária e fiscal”, conclui Tato Barros.

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