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Marcus Vinicius de Freitas: O sonho da migração

Marcus Vinícius de Freitas Por Marcus Vinícius de Freitas
05/08/2023
Em OPINIÃO

A retomada do poder pelos civis, ao fim do período militar, trouxe um senso de renovação na população brasileira, na metade da década de 1980. No entanto, a esperança trazida pelo fim do regime e também o ar de liberdade respirado pelo País davam a impressão de que o Brasil entraria numa nova fase de seu processo de desenvolvimento econômico e social. Uma nova constituição parecia querer refletir os anseios acumulados de uma população que, por mais de duas décadas, fora privada dos direitos da plena cidadania. No entanto, a alegria do momento logo se converteu em decepção. A morte de Tancredo Neves e a ascensão de José Sarney ao poder levaram o país a um caos econômico como nunca antes observado. A inflação rompeu barreiras inimagináveis e a deterioração do poder de compra do brasileiro foi corroído imediatamente.

Nesse momento, muitos dos sonhos tiveram de ser postergados. O País se tornou um enorme cemitério de esperança no futuro. A desorganização política, a corrupção e o clima de derrotismo imperaram no Brasil. O governo errava em todas as tentativas de controlar a inflação. Nesse momento de desalento, muitos começaram a entender que a saída para o Brasil tinha um nome: aeroporto. Milhares de brasileiros migraram para o exterior em busca de condições melhores de vida, a tentativa de dar aos filhos e netos a possibilidade de uma vida melhor que a pátria lhes negava por sua péssima gestão. Esta movimentação era totalmente contrária ao histórico do Brasil: o País sempre foram o recebedor de milhões de migrantes, vindos dos mais longínquos lugares do planeta para buscar na nova terra oportunidades que seus lugares de origem lhes negavam.

Neste movimento inicial migratório, Portugal foi o país escolhido como segunda casa. A facilidade da língua não implicava necessariamente facilidades na nova jornada. Logo começaram os questionamentos quanto à validade dos títulos e o sentimento de xenofobia, em muitos casos, se fazia presente. Aos que optaram pelos Estados Unidos, além da questão linguística, social e étnica, os migrantes logo descobriram que, por mais que fizessem, seriam sempre cidadãos de segunda classe.

Os anos passaram, houve a estabilização da moeda com o Plano Real, e a movimentação diminuiu. No entanto, o complexo de vira-latas, característico desta parte sul dos trópicos, instilou no brasileiro um espírito de inferioridade e a crença de que a vida no exterior é sempre melhor. E, de fato, em alguns aspectos até pode ser.

No entanto, um país que premia o carisma ao invés da competência, e partidos políticos cujos donos se assemelham a senhores feudais de engenho, a estabilidade representada em alguns momentos nada mais significava que meros voos de galinha. Ao mesmo tempo que o Cristo Redentor era retratado na Revista The Economist como tendo decolado, pouco tempo depois foi retratado como basicamente implodindo. Os anos Rousseff pioraram, substancialmente, a crença no País. Além disso, a leniência com o crime tornou o País extremamente inseguro. Insufilms, blindagens, muros altos, a mudança no vestuário (quem é louco de usar relógio ou joias no Brasil?) passaram a ser uma nova realidade. O brasileiro passou a buscar viver no exterior sempre sob o argumento de qualidade de vida.

Por qualidade de vida, a ideia é baseada somente em duas coisas: viver em segurança e ver um sistema tributário justo, em que o cidadão sinta, efetivamente, o retorno do seu esforço em pagar impostos devidamente revertido em melhorias nas vias públicas, na educação e na perspectiva de um futuro melhor. No entanto, uma classe política ensimesmada e egoísta optou por transformar o estado num grande meliante, cheio de pegadinhas para piorar, efetivamente, a vida do cidadão e contribuinte. Ao invés de tolerância zero ao crime, vimos o o absurdo de juízes começarem a decidir as coisas baseadas numa interpretação pessoal da lei e jamais de acordo com a própria lei.

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Com a polarização política e sem perspectivas de melhorias – tanto à esquerda como à direita – o número de brasileiros que começou a considerar a migração tem aumentado substancialmente. O brasileiro passa, uma vez mais, a idolatrar a vida em outros países como se nestes a vida fosse melhor. Em alguns sentidos, até pode ser. Mas viver como cidadão de segunda classe, sem os direitos plenos da nacionalidade, e viver uma realidade que não é a sua, não é uma decisão fácil. Existem percalços e a situação não está fácil em nenhum lugar. Quem diria que o Reino Unido, por exemplo, teria mais greves e uma inflação mais elevada que o Brasil? Ou quem se sente tranquilo ao enviar os filhos à escola nos Estados Unidos? Ou quem dorme tranquilo com uma possível guerra às portas na Europa?


Ser imigrante é um grande desafio, cujos desafios podem tornar-se instransponíveis. Muitos tentarão vender as maravilhas da vida no exterior como forma de negar as suas frustrações. A diáspora brasileira tampouco ajuda a melhorar a imagem do Brasil no exterior. No entanto, como alguém que passou longos tempos fora do Brasil, em que pesem os problemas existentes, não há nada como ter CPF e RG. O que o Brasil precisa é de gente que queira transformar o País num lugar decente. Este sim é o maior desafio desta nação.

*Marcus Vinicius de Freitas é professor Visitante da China Foreign Affairs University

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