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Deus salve o Rei!

Marcus Vinícius de Freitas Por Marcus Vinícius de Freitas
06/05/2023
Em OPINIÃO

Neste sábado, 6 de maio de 2023, bilhões de pessoas, espalhadas pelo mundo, exclamarão “Deus salve o Rei!” em comemoração da coroação de Sua Majestade Britânica, o Rei Charles III, e da Rainha Camilla, numa celebração medieval que contará com muita pompa, elegância, protocolos, insígnias e significados históricos. Será um momento precioso para o povo britânico, além daqueles outros quatorze estados que tem o Rei Charles III como seu Chefe de Estado, um momento de reafirmar e celebrar o que é ser britânico, valorizar as tradições históricas e, de alguma forma, transmitir às novas gerações um pouco deste legado de um império que – se teve problemas – também contribuiu e contribui substancialmente para o desenvolvimento e avanço da humanidade.

Charles III, rei desde o falecimento de sua saudosa mãe, a Rainha Elizabeth II, é, sem dúvida, um rei de um período de transição. O reinado longevo de Elizabeth II e a idade elevada de Charles na assunção ao trono aproximam, num futuro, William, o Príncipe de Gales, do processo sucessório. Charles III tem conhecimento sobre esse fato e tem tomado algumas medidas para alinhar a monarquia às mudanças do século XXI. A instituição que para alguns críticos – desconhecedores dos seus enormes benefícios – é antiquada, anacrônica, absurda ou irracional, apresenta inúmeras vantagens que aqueles que vivem a instabilidade das repúblicas facilmente notam. Em primeiro lugar – e talvez o mais importante – quando o Chefe de Estado é um monarca, acima dos interesses políticos e partidários existentes, ele consegue ter, como guardião da sociedade, um papel importante para poder chamar à responsabilidade aqueles que governam para impedir que crises se tornem intransponíveis. O Reino Unido, que depois do Brexit, teve uma troca intensiva de Chefes de Governo, manteve, apesar da instabilidade no cenário político, a estabilidade institucional necessária para impedir que o país aprofundasse numa crise ainda mais complexa.

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No caso brasileiro, por exemplo, durante o Império, era famoso o caderninho preto e seu lápis fatídico do Imperador Dom Pedro II, onde ele anotava os deslizes de indivíduos ocorridos na sociedade brasileira – maus tratos a escravos, abuso de poder ou comportamento impróprio etc. – que eram sempre monitorados e registrados. Qualquer registro no caderninho impediria avanço a promoções ou levaria à repreensão pelo Imperador, que era, sem dúvida, o grande baluarte moral da sociedade brasileira. A eficácia do método de Dom Pedro II era inigualável. Na República que vivemos, quem teria autoridade moral para cobrar uma conduta moral dos agentes públicos? O fato de o monarca estar acima das questões políticas e partidárias lhe permite agir como um foco de identidade nacional, unidade, orgulho e, principalmente, continuidade. Afinal, como bem afirmou o ex-chanceler alemão Otto von Bismarck (1815-1898), “os cidadãos não dormiriam tranquilos se soubessem como são feitas as leis e as salsichas”. Por isso, é essencial alguém que se mantenha acima dessa névoa para manter a estabilidade e preservar as instituições e a sociedade.

A monarquia britânica, em particular, ocupa um lugar de destaque no mundo, por sua pompa, elegância e relevância. Isto foi construído com muito esforço ao longo dos mais de mil anos de história com pouquíssimos períodos de instabilidade institucional. Além disso, ao estender títulos e reconhecimentos aos méritos da sociedade, a Família Real empresta seu nome a inúmeras instituições de ensino e de caridade, ajudando no processo de levantamento de recursos ou trazendo à luz discussões relevantes sobre a sociedade britânica e global. Neste sentido, a atuação na questão ambiental, por parte do Rei Charles III, sempre mereceu o respeito e reconhecimento global. Um dos aspectos mais fundamentais de uma monarquia democrática moderna, portanto, é reconhecer o sucesso e excelência existentes num país, oferecendo total apoio ao ideal do serviço voluntário, de amplo impacto social, local e global.

Desde 1953, quando sua mãe foi coroada, o mundo não assiste a uma cerimônia de tal magnitude. A coroação, realizada na Abadia de Westminster há 900 anos, será um serviço religioso anglicano, conduzido pelo Arcebispo de Cantuária, Justin Welby. Diante de nossos olhos, veremos uma cerimônia medieval, com elegância, carruagens, uniformes e muitos protocolos. Charles III será declarado Rei pelo Arcebispo e haverá um juramento de lealdade ao novo soberano, que será estendido a todos os súditos de Sua Majestade Britânica ao redor do mundo. O momento mais importante de todos, no entanto, será a unção de Charles III, com óleo consagrado, advindo do Santo Sepulcro em Jerusalém, como Rei. A cerimônia milenar, de alto teor religioso, é uma constante lembrança àquele que assume a posição de soberano que, além de sua responsabilidade temporal perante os governados, sua responsabilidade máxima e última é perante o Criador, o justo juiz, a quem deverá prestar contas de seu reinado. Este momento da unção é considerado sagrado e deverá ocorrer distante das câmeras de televisão.

Welby também colocará na cabeça de Charles III, que a usará uma única vez, a coroa de Santo Eduardo, de ouro maciço, confeccionada em 1661, de quase 2.3 quilos. Haverá, ainda, leituras religiosas e, principalmente, o juramento que Charles III fará como soberano e Defensor da Fé. Na ocasião, ele receberá o orbe e o cetro, símbolos do seu novo papel como soberano. Sua esposa, Camila – o grande amor da vida de Charles – será ungida e coroada na mesma cerimônia. A partir desta coroação, também se intensificará o processo de preparação de William, Príncipe de Gales, para um dia, no futuro, assumir o trono britânico. Esta ordem de sucessão, definida pelo nascimento, permite, de modo tranquilo, saber quem será o próximo sucessor, e proporcionar-lhe o devido treinamento para a posição que ocupará e as funções que desempenhará. Este preparo de anos lhe permitirá, quando chegar o momento, a atingir a capacidade necessária para ser um sábio conselheiro de qualquer governo que representa, num determinado momento histórico, os interesses de uma maioria – sempre transitória – da população.

É interessante pensar que, nas monarquias, o clamor é sempre “Deus salve o Rei” enquanto na maioria das repúblicas, em razão do remorso do dia seguinte sempre enfrentado pelo eleitor, o clamor é “Deus nos salve”. Que Charles III continue representando o melhor do Reino Unido. Uno-me, de coração, aos britânicos para clamar: “Deus salve o Rei!”

*Marcus Vinícius De Freitas é professor Visitante, China Foreign Affairs University

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