Em uma saída caótica, os Estados Unidos ausentaram suas tropas do Afeganistão há um ano, deixando dezenas de mortos e milhares de exilados.
O governo do presidente americano, Joe Biden, congelou em torno de US$ 7 bilhões (mais de R$ 35 bi) em ativos que o banco central afegão dispunha no Federal Reserve de Nova York. Isso aconteceu após a retomada de poder do Talibã, em agosto do ano passado.
Desse modo, essa quantia caracteriza mais de 40% das reservas em moeda forte do Afeganistão, além disso, inclui US$ 500 milhões em ativos de bancos privados, que por lei devem ser depositados no banco central afegão.
Em suma, a Casa Branca alega que a isenção dos fundos pode levar o Talibã a deslocar recursos ou até mesmo não utilizá-los para melhorar a situação da população afegã. Esta prática de confiscar as reservas já ocorreu anteriormente contra outros governos.
Em 2021, o Afeganistão enfrentou uma de suas maiores crises da história, levando uma série de organizações e especialistas a pedirem ao presidente americano que concedesse a volta do dinheiro do Afeganistão.

