Em 1º de março de 1565, Estácio de Sá desembarcou entre os morros do Pão de Açúcar e Cara de Cão e fundou São Sebastião do Rio de Janeiro. Quase cinco séculos depois, a Cidade Maravilhosa carrega títulos raros: foi a primeira área urbana do planeta reconhecida pela UNESCO como paisagem cultural e abriga uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.
Como o Rio de Janeiro nasceu como cidade-fortaleza?
O Rio de Janeiro nasceu em 1565 como uma fortaleza estratégica para expulsar os franceses da Baía de Guanabara. Na presença dos jesuítas Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, Estácio de Sá assentou a cidade em uma faixa estreita de terra entre os dois morros, segundo registros da MultiRio, empresa pública de mídia da Prefeitura.
A cidade era a segunda fundada na América portuguesa, depois de Salvador. Estácio morreu em fevereiro de 1567, vítima de uma flecha envenenada que atingiu seu olho durante a Batalha de Uruçumirim, na atual Praia do Flamengo. Em 1763, o Rio assumiria o posto de capital do Brasil, função que exerceu até 1960.

O reconhecimento inédito da UNESCO em 2012
Em 1º de julho de 2012, o Rio de Janeiro tornou-se a primeira área urbana do mundo a receber o título de Paisagem Cultural pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Antes da capital fluminense, a categoria contemplava apenas áreas rurais, jardins históricos e sistemas agrícolas tradicionais, segundo registro do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
O título reconhece a interação entre paisagem natural e ocupação humana em pontos como o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo, o Jardim Botânico e a Praia de Copacabana, conforme detalhamento da ONU Brasil. Em 2025, o Rio também venceu o World Travel Awards na América do Sul nas categorias Melhor Destino de Praia, Melhor City Break e Melhor Destino de Eventos e Festivais.
Curiosidades sobre o Cristo Redentor
No alto do Morro do Corcovado, a 710 metros de altitude, o Cristo Redentor é a maior escultura art déco do mundo e foi eleito uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno em 2007. A estátua tem 38 metros de altura (incluindo o pedestal de 8 metros) e cerca de 1.145 toneladas, segundo levantamento histórico da Agência Brasil.
Curiosamente, a estátua não foi esculpida no Brasil. Os trabalhos em pedra-sabão foram feitos por Paul Landowski, na França, e o rosto coube ao romeno Gheorghe Leonida. Inaugurado em 12 de outubro de 1931, o monumento é alvo de cerca de seis raios por ano, mas resiste a ventos de até 250 km/h. Recebe em média 2 milhões de visitantes anuais.
O Réveillon que entrou para o Guinness em 2025
A virada de 2024 para 2025 reuniu 2,5 milhões de pessoas em Copacabana e rendeu ao Rio o título oficial de Maior Réveillon do Mundo pelo Guinness World Records. A placa foi entregue ao prefeito Eduardo Paes em 30 de dezembro de 2025, no palco principal montado na praia, conforme nota oficial da Prefeitura do Rio.
O número impressiona pela escala: o público de uma única praia supera a população de 22 capitais brasileiras. A festa de virada para 2026 contou com 19 balsas de pirotecnia, 1.200 drones em show coreografado e 12 minutos do maior espetáculo de fogos já realizado na cidade. Ao todo, 13 palcos espalhados por bairros como Penha, Flamengo e Realengo receberam mais de 5 milhões de pessoas durante a noite.

O que fazer no Rio de Janeiro além das praias?
O Rio de Janeiro foi listado pela National Geographic entre os 25 melhores destinos do mundo para visitar em 2026, como mostra a análise da CNN Brasil. Roteiros pela cidade combinam montanhas, museus, praias urbanas e gastronomia. Confira atrações imperdíveis:
- Cristo Redentor: subida pelo trem do Corcovado ou vans credenciadas, com vista panorâmica de toda a Baía de Guanabara.
- Pão de Açúcar: dois bondinhos levam ao topo de 396 metros, com vista de 360 graus que inclui o Cristo, Botafogo e o Aterro.
- Praia de Copacabana: 4 km de orla com calçadão de Burle Marx, posto 6 e o icônico Copacabana Palace.
- Jardim Botânico: fundado em 1808 por Dom João VI, abriga mais de 6 mil espécies vegetais e a Aleia das Palmeiras Imperiais.
- Floresta da Tijuca: maior floresta urbana replantada do mundo, com cachoeiras e trilhas dentro do Parque Nacional.
- Museu do Amanhã: arquitetura futurista de Santiago Calatrava na Praça Mauá, com exposições sobre ciência e sustentabilidade.
A culinária carioca mistura herança portuguesa, africana e a tradição dos botequins. Pratos para experimentar:
- Feijoada: cozido de feijão preto com carnes de porco, servido tradicionalmente nas quartas e sábados em botequins do Centro e da Lapa.
- Bolinho de bacalhau: clássico de boteco carioca, é o petisco mais pedido em casas tradicionais como o Bar Urca e a Casa Paladino.
- Filé à Oswaldo Aranha: filé-mignon com lascas de alho frito, criado nos anos 1940 e símbolo dos restaurantes do Centro.
- Biscoito Globo com mate: dupla de praia que virou patrimônio afetivo, vendida pelos ambulantes em Copacabana, Ipanema e Leblon.
- Sanduíche de pernil: especialidade do Bar Brasil e da Cervantes, levados ao posto de tradição da boemia carioca.
Quem planeia um roteiro de 3 dias no Rio de Janeiro, vai curtir esse vídeo do canal Nosso Passaporte, onde Lucas mostra o que fazer na cidade maravilhosa, com preços, dicas de onde comer, Cristo Redentor, Bondinho e praias:
Qual a melhor época para visitar o Rio de Janeiro?
A melhor época para visitar o Rio de Janeiro vai de abril a outubro, quando as chuvas fortes do verão dão lugar a dias de céu aberto e temperaturas mais confortáveis. A cidade tem clima tropical e calor durante todo o ano. Confira como cada estação se comporta:
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
O verão concentra os grandes eventos da cidade: Réveillon em Copacabana entre 31 de dezembro e 1º de janeiro, e Carnaval entre fevereiro e início de março, com desfiles na Sapucaí e mais de 600 blocos de rua. Junho e julho oferecem dias secos, ideais para quem quer percorrer trilhas no Parque Nacional da Tijuca sem o calor extremo do verão.
Vá conhecer a Cidade Maravilhosa
O Rio de Janeiro reúne em poucos quilômetros de orla o que muitos países levam um continente inteiro para mostrar: floresta tropical, praias urbanas premiadas, monumentos do tamanho de prédios e uma virada de ano que entra para o livro dos recordes. Andar pela orla com o Cristo ao fundo continua sendo uma das experiências mais marcantes que o Brasil pode oferecer.
Você precisa conhecer o Rio e sentir por que esta cidade de 461 anos segue encantando cariocas e viajantes do mundo inteiro.

