A história da Samsung é um épico de resiliência e adaptação corporativa. Fundada em 1938 como uma pequena exportadora de peixe seco e vegetais na Coreia do Sul, a empresa se reinventou drasticamente até se tornar um gigante da tecnologia que vende 220 milhões de smartphones anualmente.
Como a Samsung saiu do setor de alimentos para a tecnologia?
O fundador Lee Byung-chul diversificou agressivamente seus negócios nas décadas seguintes à fundação, entrando nos setores de seguros, têxteis e varejo. A virada para a tecnologia só ocorreu no final da década de 1960, com a criação da Samsung Electronics, que começou produzindo televisores em preto e branco.
A estratégia da empresa foi dominar a fabricação de componentes básicos, como microchips e telas, antes de dominar o mercado de produtos finais. Dados econômicos do Banco Mundial apontam que o conglomerado sul-coreano (Chaebol) foi peça central na reconstrução econômica do país após a Guerra da Coreia.

Qual o segredo da dominância na fabricação de smartphones?
A liderança na produção de celulares foi consolidada através da linha Galaxy, que popularizou o sistema Android globalmente. A empresa sul-coreana domina o mercado não apenas pela venda de aparelhos finais, mas porque também fabrica as telas de alta resolução e os chips de memória utilizados até mesmo por seus maiores concorrentes.
Para entender como a estratégia de negócios da Samsung a diferencia no mercado de telefonia, elaboramos uma comparação técnica sobre controle de produção:
| Estratégia de Produção | Samsung Electronics | Concorrentes Tradicionais (Modelo Fabless) |
| Produção de Peças | Fabrica telas, chips e baterias internamente | Terceiriza a fabricação de componentes vitais |
| Inovação de Produto | Pioneira em hardware (ex: telas dobráveis) | Foco em otimização de software e ecossistema |
| Linha de Oferta | Do modelo de entrada ao segmento ultra-premium | Foco concentrado em poucos modelos anuais |
Quais os números que ilustram o gigantismo do grupo?
A divisão de eletrônicos é a mais famosa, mas o Grupo Samsung atua na construção naval, engenharia civil (foi a construtora do Burj Khalifa) e biomedicina. Essa diversificação protege o grupo de crises setoriais isoladas, garantindo uma receita colossal e influência direta no PIB da Coreia do Sul.
Para dimensionar o tamanho deste império asiático, relatórios financeiros globais compilam dados de produção e vendas. Abaixo, destacamos os indicadores que definem a escala do conglomerado:
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Fundação: 1938, por Lee Byung-chul.
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Volume de Smartphones: Aproximadamente 220 a 250 milhões de unidades vendidas por ano.
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Semicondutores: Uma das maiores produtoras de chips de memória RAM do planeta.
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Setores de Atuação: Eletrônicos, construção naval, seguros, publicidade e saúde.
Como a transição para as telas dobráveis impacta o mercado?
Sempre buscando a vanguarda em hardware, a empresa foi a primeira a investir pesadamente na comercialização de telas OLED flexíveis com a linha Galaxy Z Fold e Z Flip. Essa inovação quebrou a estagnação do design dos smartphones, que há anos não apresentavam mudanças radicais no formato.
A engenharia de materiais necessária para criar um vidro ultrafino que dobre centenas de milhares de vezes sem quebrar demonstra a capacidade de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da marca. É uma aposta cara que garantiu à empresa o controle absoluto de um novo nicho de mercado.
No vídeo a seguir, o canal Passo a Passo Empreendedor revela que a Samsung é muito maior do que você imagina. O conteúdo percorre a história da gigante sul-coreana desde suas origens como uma exportadora de alimentos secos e macarrão em 1938 até se tornar um colosso global de tecnologia, semicondutores e construção naval:
Qual a importância da empresa para a economia sul-coreana?
O peso da corporação na Coreia do Sul é tão massivo que os sul-coreanos frequentemente brincam que vivem na “República Samsung”. As receitas do grupo representam uma fatia significativa do Produto Interno Bruto (PIB) do país, e a empresa é a maior empregadora privada da nação.
A história da Samsung ensina que a sobrevivência corporativa exige adaptação implacável. A empresa que começou embalando peixe seco em Daegu provou que o domínio sobre a cadeia de suprimentos e a inovação em hardware são os pilares para liderar a tecnologia global.

