O pronunciamento de Trump nesta segunda-feira (6), na Casa Branca, traz novos detalhes sobre a atuação militar dos Estados Unidos no conflito envolvendo o Irã. Ao lado de integrantes das Forças Armadas, o presidente americano descreveu operações recentes realizadas na região e afirmou que “todo o Irã pode ser tomado amanhã à noite“.
Durante a coletiva, Trump afirmou que uma das principais ações recentes foi a operação de resgate de um piloto de F-15 americano que caiu em território iraniano. Segundo ele, a missão envolveu alto grau de risco e exigiu grande mobilização militar para garantir o retorno do militar com vida.
De acordo com Trump, a decisão de realizar a operação foi complexa porque poderia resultar em um número elevado de baixas. O presidente afirmou que havia risco de a missão terminar com dezenas de mortes caso algo saísse do controle.
Pronunciamento de Trump detalha segunda fase da operação resgate
O pronunciamento de Trump também traz detalhes sobre a segunda fase da operação de resgate. Segundo ele, foram mobilizadas 155 aeronaves, incluindo quatro bombardeiros, 64 caças, 48 aviões-tanque de reabastecimento, 13 aeronaves de resgate e outros equipamentos militares utilizados no apoio logístico da missão.
Trump destacou ainda a intensidade da atuação militar americana na região nas últimas semanas. Segundo ele, os Estados Unidos realizaram mais de 10 mil voos de combate relacionados às operações no Irã nos últimos 30 dias, o que, na avaliação do presidente, demonstra a dimensão da mobilização militar.
Outro ponto mencionado no pronunciamento de Trump foi a possibilidade de vazamento de informações sobre a operação de resgate. O presidente afirmou que detalhes da missão teriam sido divulgados indevidamente e prometeu responsabilizar os envolvidos.
“Vamos descobrir quem vazou essas informações”, afirmou Trump.
O discurso ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e amplia a retórica de confronto entre Washington e Teerã. Ao afirmar que os Estados Unidos teriam capacidade de destruir o Irã rapidamente, Trump voltou a adotar um tom duro em relação ao país.
Analistas observam que o pronunciamento de Trump reforça a sinalização de disposição militar dos Estados Unidos no conflito, ao mesmo tempo em que busca demonstrar controle operacional das forças americanas diante do aumento das tensões na região.













