O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que países que enfrentam dificuldades para obter combustível de aviação por causa das tensões no Estreito de Ormuz deveriam comprar petróleo americano ou buscar o recurso diretamente na região. A declaração foi feita em uma publicação na rede social Truth Social.
Segundo Donald Trump, algumas nações que agora enfrentam problemas de abastecimento não apoiaram Washington nas ações coordenadas contra o Irã. O presidente citou como exemplo o Reino Unido e outros aliados que, segundo ele, optaram por não se envolver nas operações militares.
Na publicação, Donald Trump sugeriu duas alternativas para os países afetados. A primeira seria comprar petróleo diretamente dos Estados Unidos. A segunda, mais contundente, foi que essas nações se dirijam ao Estreito de Ormuz e obtenham o petróleo por conta própria.
“Para todos os países que não conseguem combustível de aviação por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a se envolver na decapitação do Irã, tenho uma sugestão: número 1, comprem dos Estados Unidos, temos bastante, e número 2, criem coragem, vão até o Estreito e simplesmente tomem”, escreveu Donald Trump.
Donald Trump pressiona aliados
Na mesma mensagem, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos não estariam mais dispostos a garantir apoio automático a países que não colaboraram nas ações militares conduzidas por Washington.
Segundo ele, os aliados precisarão assumir maior responsabilidade por sua própria segurança energética e por suas decisões estratégicas.
“Vocês terão que aprender a lutar por si mesmos. Os Estados Unidos não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá para nos ajudar”, afirmou.
Avaliação sobre o Irã
Na publicação, Donald Trump também afirmou que o Irã teria sido “essencialmente dizimado”, sugerindo que a fase mais difícil do confronto já teria passado.
A fala ocorre em um momento de forte atenção dos mercados internacionais ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo. Qualquer instabilidade na região costuma gerar preocupação com o fluxo da commodity e com possíveis impactos nos preços internacionais de energia.
Analistas acompanham as declarações e os desdobramentos geopolíticos, já que tensões envolvendo o estreito podem influenciar diretamente o mercado de petróleo, custos logísticos e cadeias globais de abastecimento.













