Imagine uma explosão tão poderosa que deveria pulverizar tudo ao redor, mas, em vez de desaparecer, o que sobra é uma estrela zumbi vagando pelo espaço em velocidade absurda. Esse fenômeno astronômico real desafia o que sabíamos sobre a morte dos astros e está cruzando a nossa galáxia agora mesmo, sendo um dos objetos mais bizarros já catalogados pela ciência moderna.
O que define uma estrela zumbi no universo?
Uma estrela zumbi, tecnicamente conhecida como LP 40-365, é o remanescente de uma anã branca que passou por uma supernova parcial. Em vez de ser totalmente destruída pela explosão termonuclear, parte dela sobreviveu e foi arremessada para longe.
Este objeto peculiar é composto por metais pesados e gases raros que sobraram da detonação. De acordo com dados da missão Gaia, da Agência Espacial Europeia, ela não se comporta como nenhum outro astro conhecido.
Como esse objeto sobreviveu a uma supernova?
O canal SpaceToday, com 2,24 milhões de inscritos, aborda em um de seus vídeos que galáxias podem ser os zumbis do universo, e essa ideia faz ainda mais sentido quando vemos que até estrelas individuais conseguem “sobreviver” à própria morte. No caso da LP 40-365, a explosão agiu como um estilingue cósmico, não sendo forte o suficiente para aniquilá-la completamente.
Pesquisadores da Universidade de Boston, utilizando o telescópio Hubble, identificaram características únicas que comprovam essa sobrevivência. Confira os principais pontos:
- A estrela possui rotação extremamente lenta, girando apenas uma vez a cada 9 horas.
- Sua composição química é bizarra, quase sem hidrogênio ou hélio, os combustíveis básicos de estrelas normais.
- Ela é classificada como estrela de hipervelocidade, cruzando distâncias imensas em tempos recordes.
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Qual é a velocidade absurda dessa estrela em fuga?
A força da explosão arremessou a estrela zumbi a aproximadamente 3 milhões de quilômetros por hora. Esse impulso é suficiente para que ela escape da gravidade da Via Láctea e siga para o vazio intergaláctico.
A trajetória desse astro errante foi mapeada com precisão por astrofísicos, mostrando que ela está literalmente fugindo de casa para nunca mais retornar. Seu destino final é o espaço intergaláctico profundo.

O que os dados do Hubble revelam sobre esse astro?
O Hubble permite enxergar detalhes na luz emitida pela estrela que telescópios terrestres não conseguem captar. Veja uma comparação entre os instrumentos usados para estudá-la:

Através da análise de cores e brilho, os especialistas conseguem “ler” o passado violento que o objeto enfrentou. Sem a precisão do Hubble, seria impossível distinguir este cadáver vivo de uma estrela apagada comum.
O que o futuro reserva para essa descoberta?
A descoberta da LP 40-365 abre portas para encontrarmos outros sobreviventes de supernovas espalhados pelo espaço profundo. Cada novo dado coletado ajuda a refinar as leis da física que governam o fim da vida de astros massivos.
O estudo continua sendo prioridade para agências espaciais, pois ela é um laboratório vivo de eventos extremos. No futuro, novas missões poderão identificar se existem mais mortas-vivas vagando silenciosamente perto de nós.

