O Ibovespa fechou em forte alta nesta segunda-feira (23), impulsionado pelo apetite ao risco global após sinais de alívio nas tensões no Oriente Médio. O principal índice da bolsa brasileira avançou 3,24%, aos 181.931,93 pontos, recuperando perdas recentes e voltando ao patamar dos 181 mil pontos.
Durante o pregão, o índice chegou a subir mais de 3,7% na máxima intradia, com ganho superior a 6 mil pontos, refletindo o forte movimento comprador.
Alívio no Oriente Médio impulsiona mercados
O principal gatilho para o rali foi a mudança de tom do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou avanços nas conversas com o Irã. Segundo ele, houve diálogos “produtivos” entre os países, além da decisão de adiar possíveis ataques por alguns dias.
O movimento reduziu o temor de escalada do conflito no Oriente Médio, um dos principais fatores de pressão recente sobre os mercados globais, especialmente devido ao impacto sobre o petróleo e inflação.
Com isso, bolsas em Nova York também avançaram, reforçando o ambiente positivo para ativos de risco.
Dólar recua com melhora do humor
No câmbio, o movimento foi de alívio. O dólar à vista caiu 1,29%, encerrando a R$ 5,2407, acompanhando a queda da aversão ao risco e o fluxo para mercados emergentes.
Juros e cenário local também ajudam
No Brasil, a curva de juros futuros recuou de forma relevante ao longo do dia, refletindo o mesmo ambiente externo mais benigno.
Além disso, o Boletim Focus mostrou nova revisão para cima nas projeções da Selic, agora em 12,50% para este ano, enquanto as estimativas de inflação (IPCA) também subiram.
Destaques do mercado
Entre os destaques do pregão, ações sensíveis aos juros e ao ciclo doméstico lideraram os ganhos, beneficiadas pela queda das taxas futuras.
Por outro lado, papéis ligados ao petróleo tiveram desempenho mais fraco, acompanhando a queda da commodity diante da redução das tensões geopolíticas.
Resumo do dia
- Ibovespa: +3,24%, aos 181.931,93 pontos
- Dólar: -1,29%, a R$ 5,2407
- Principal driver: alívio nas tensões entre EUA e Irã
- Contexto: melhora global + queda dos juros futuros













