A Copa do Mundo de 2026 deve marcar um novo patamar econômico para o futebol mundial. De acordo com projeções baseadas em relatórios financeiros da FIFA analisados pela consultoria Sports Value, o torneio tem potencial para gerar uma receita total de aproximadamente US$ 10,9 bilhões, o que representaria um crescimento de 56% em relação à edição de 2022, realizada no Catar.

O desempenho financeiro do Mundial já vinha em trajetória de expansão. A Copa disputada no Oriente Médio havia registrado aumento de 32% sobre o faturamento obtido em 2018, na Rússia, consolidando o evento como um dos maiores ativos comerciais do esporte global.
Direitos de transmissão gera receita relevante para a Copa do Mundo
Entre os principais vetores de crescimento para 2026 estão os direitos de transmissão, cuja arrecadação deve atingir cerca de US$ 4,3 bilhões, configurando um novo recorde histórico para a entidade.
O avanço estimado nesse segmento é de 24%, refletindo a ampliação do número de partidas e o aumento do interesse comercial em diferentes mercados.
Contratos de patrocínio em níveis recordes
Os contratos de patrocínio também devem alcançar níveis inéditos. A previsão é de que a FIFA arrecade aproximadamente US$ 2,8 bilhões com parceiros comerciais, um crescimento de 59% em relação ao ciclo anterior.
A expansão do torneio e o alcance global da competição reforçam o valor de exposição de marca associado ao evento.
Outras receitas
Outro fator relevante para o resultado financeiro será o desempenho das receitas vinculadas aos estádios, especialmente nas categorias de ingressos e pacotes de hospitalidade. Na Copa do Catar, a receita de matchday ficou próxima de US$ 950 milhões. Para 2026, a estimativa aponta para um salto até US$ 3 bilhões, o que representaria avanço de cerca de 216%.
A edição de 2026 será a primeira a contar com mais seleções participantes e maior número de jogos, além de ser realizada simultaneamente em três países, Estados Unidos, Canadá e México. Esse modelo tende a ampliar a capacidade de público, diversificar as fontes de receita e intensificar o impacto econômico regional.
Segundo as projeções analisadas, a movimentação financeira associada aos estádios poderá alcançar patamar equivalente à soma das últimas seis edições da Copa do Mundo, evidenciando o potencial de monetização do evento em um cenário de maior escala operacional.
O crescimento previsto reforça o papel do futebol como plataforma global de negócios, capaz de atrair investimentos, gerar receitas bilionárias e movimentar cadeias produtivas relacionadas ao entretenimento, turismo e infraestrutura.














