A B3 e o Santander Brasil anunciaram, por meio de fatos relevantes divulgados na noite de quinta-feira (19), mudanças em suas diretorias executivas que marcam uma nova fase de transição no setor financeiro brasileiro. O principal movimento envolve Gilson Finkelsztain, atual CEO da operadora da Bolsa, que deixará o cargo ao fim do primeiro semestre de 2026 para assumir a presidência do banco Santander.
A nomeação ainda depende das aprovações regulatórias aplicáveis e ocorre em um momento de ajustes estratégicos nas instituições financeiras, em meio a um cenário de mudanças nas condições de mercado e expectativas em relação ao ciclo de juros no Brasil.
Gilson Finkelsztain vai para o Santander e Mario Leão deixa o cargo
No Santander Brasil, Mario Leão deixará a presidência até julho, encerrando uma trajetória de onze anos no grupo. Nos últimos cinco anos, ocupou o cargo de CEO e também integrou o Conselho de Administração.
Durante sua passagem pela instituição, Leão liderou iniciativas voltadas à melhoria da rentabilidade, com foco na estratégia de funding, ampliação da participação do varejo, priorização de retorno sobre o capital alocado e redução da exposição ao segmento corporativo de grande porte. O banco não informou as razões para sua saída.
Sucessão na B3 e próximos passos estratégicos
Finkelsztain lidera a B3 desde 2017. Sua saída marca o início do processo de definição de um novo CEO, etapa considerada relevante para a atualização estratégica da companhia e para a avaliação de possíveis ajustes em sua atuação no mercado de capitais.
Analistas destacam que o histórico do executivo na Bolsa foi marcado pela diversificação de receitas, pela integração das plataformas Bovespa, BM&F e CETIP e por investimentos em tecnologia e otimização de capital. Essas iniciativas foram apontadas como fatores que contribuíram para o fortalecimento operacional da empresa ao longo dos últimos anos.
Além da experiência na própria B3, Gilson Finkelsztain possui passagens anteriores por instituições como o próprio Santander Brasil, Citibank e JP Morgan. Para analistas, esse histórico pode facilitar sua integração à cultura e às operações do banco.












