O Brasil caiu para 11ª maior economia do mundo em 2025, segundo levantamento da Austin Rating com base nos dados preliminares. No ano anterior, o país ocupava a 10ª posição no ranking de PIB nominal em dólares correntes.
Em 2025, o PIB brasileiro foi de US$ 2,268 trilhões, o equivalente a 1,9% da economia global, participação que permanece estável, mas insuficiente para manter o país entre as dez maiores economias do planeta.
Brasil cai para 11ª maior economia do mundo
A perda de uma colocação ocorre em meio à reorganização do ranking global, que segue liderado pelos Estados Unidos (US$ 30,6 trilhões) e pela China (US$ 19,4 trilhões). Alemanha, Japão e Índia completam o grupo das cinco maiores economias.
Embora o PIB brasileiro tenha crescido 2,3% em 2025 em termos reais, o avanço não foi suficiente para evitar a queda no ranking em dólares correntes.
Para 2026, a projeção da FMI indica que o Brasil deve permanecer na 11ª posição, com PIB estimado em US$ 2,292 trilhões, mantendo participação próxima de 1,9% do total mundial.
Crescimento real também perde força relativa
No ranking de crescimento real do PIB, o Brasil caiu da 17ª posição em 2024 para a 39ª colocação em 2025, o desempenho ficou distante das economias que lideraram a expansão global, especialmente países asiáticos como Taiwan e Cingapura.
Ranking ainda é preliminar
Segundo Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, os dados de 2025 ainda são preliminares.
“É importante destacar que o dado de 2025 ainda é preliminar, pois o FMI vai divulgar o ranking completo no final de abril.”
O levantamento atual utiliza como base as projeções do FMI divulgadas em outubro de 2025. O Fundo publica o ranking completo de todas as economias-membro duas vezes por ano, em abril e outubro, enquanto atualizações parciais de crescimento são realizadas em janeiro e julho para um grupo restrito de países.
Estabilidade estrutural, mas sem avanço
A queda da 10ª para a 11ª posição evidencia a dificuldade de ampliar participação relativa no PIB global em um cenário de crescimento moderado e forte concorrência internacional.
Com participação inferior a 2% da economia mundial, o Brasil mantém relevância entre as grandes economias, mas sem ganhar espaço estrutural no ranking internacional.














