Localizada na Bolívia, a North Yungas Road ganhou fama mundial como a “Estrada da Morte” devido aos seus abismos profundos e histórico de perigo. O trajeto de 64 km desce vertiginosamente dos Andes até a região tropical dos Yungas.
Por que a North Yungas Road é a via mais perigosa do mundo?
A fama de perigo da North Yungas Road deve-se à sua largura estreita, que muitas vezes não passa de três metros, margeando abismos de até 600 metros de queda livre. Sem guard-rails e sujeita a neblina e chuvas constantes, a via exigia manobras arriscadas dos motoristas.
Por décadas, ela foi a única ligação entre La Paz e a região amazônica do país, resultando em centenas de acidentes fatais anualmente. Essa combinação de altitude, clima instável e precariedade técnica consolidou sua reputação como a rota mais temida do globo.

Como o cicloturismo transformou a realidade da estrada?
Desde a inauguração de uma nova rodovia asfaltada e segura em 2006, a estrada antiga foi fechada para o tráfego pesado e tornou-se um paraíso para o cicloturismo. Milhares de aventureiros visitam a Bolívia todos os anos para descer o trajeto de mountain bike.
A atividade é controlada por agências especializadas que garantem equipamentos de segurança e guias experientes para os turistas. O que antes era um cenário de tragédias transformou-se em uma das experiências de ecoturismo mais emocionantes e lucrativas da América Latina.
Para conhecer os desafios reais de uma das estradas mais temidas do planeta, selecionamos o documentário do canal Free Documentary. No vídeo a seguir, você acompanhará a jornada de motoristas de caminhão pelos Andes bolivianos na famosa “Estrada da Morte”, enfrentando neblina, abismos e caminhos estreitos em um dos trajetos mais perigosos do mundo:
Qual a diferença entre a rota antiga e a nova rodovia?
Para que você compreenda a evolução da segurança viária na Bolívia, preparamos uma comparação técnica entre a “Estrada da Morte” e a rodovia moderna. Essa análise demonstra como o investimento em infraestrutura salvou milhares de vidas na última década.
Abaixo, detalhamos os perfis das duas rotas de acordo com dados de transporte:
| Característica | Estrada Antiga (Yungas) | Rodovia Nova (Cotapata) |
| Segurança | Crítica (Abismos e terra) | Alta (Asfalto e sinalização) |
| Uso Atual | Cicloturismo e aventura | Transporte de carga e passageiros |
| Largura da Pista | Estreita (3 metros) | Larga (Duas faixas e acostamento) |
Quais são os cuidados vitais para quem deseja visitá-la?
Mesmo como ciclista, a North Yungas Road exige respeito e atenção absoluta, pois um erro pode ser fatal nos trechos de penhasco. É essencial contratar empresas certificadas e verificar o estado das bicicletas, especialmente o sistema de freios, antes de iniciar a descida.
Para auxiliar seu planejamento de aventura nesta rota boliviana, listamos as recomendações fundamentais das autoridades:
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Guia Especializado: Nunca tente percorrer a estrada sozinho ou sem apoio.
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Roupas em Camadas: A temperatura cai drasticamente durante a descida.
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Atenção à Esquerda: Na estrada antiga, dirige-se pela esquerda para ver o abismo.
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Clima: Evite a descida em dias de chuva intensa devido ao risco de quedas.
O que esperar da paisagem ao descer em direção aos Yungas?
A descida é uma lição de geografia viva, partindo do cenário árido dos picos nevados a 4.700 metros até a selva exuberante de Coroico. Para informações oficiais sobre turismo e preservação, o portal Bolivia.travel e a Vias Bolívia são as fontes recomendadas.
A transição ecológica é impressionante, com cachoeiras que caem diretamente sobre a estrada e uma biodiversidade rica que surge à medida que o ar se torna mais quente e úmido. A North Yungas Road permanece como um símbolo da geografia indomável da Bolívia.

